Comando Vermelho expande presença em Portugal: André Ventura alerta para marcação de território por gangue brasileira
O líder do partido Chega, André Ventura, denunciou o avanço do Comando Vermelho, uma das facções criminosas mais violentas do Brasil, em território português. Segundo Ventura, a organização já marca bairros com pichações “CV” e utiliza os principais portos do país para o tráfico internacional de drogas. A denúncia ganha força após a prisão de importantes membros do PCC em Portugal.
- O líder do partido Chega, André Ventura, lançou um alerta grave sobre a expansão do Comando Vermelho em Portugal. Segundo Ventura, a facção criminosa brasileira — uma das mais violentas do mundo — já estaria marcando ativamente territórios com as iniciais “CV” em vários bairros do país.
- Ventura divulgou imagens de pichações em zonas residenciais e afirmou que o grupo utiliza os portos de Sines, Lisboa e Leixões como principais portas de entrada para grandes carregamentos de cocaína provenientes da América do Sul. A denúncia ganha ainda mais relevância após a prisão, no final de 2025, de Valter Lima Zago, conhecido como “Hulk”, um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Zago estava escondido em Portugal e era procurado internacionalmente por lavagem de capitais e tráfico de drogas. Outra figura de alto escalão do PCC, André de Oliveira Macedo (“André do Rap”), também teria usado Portugal como refúgio para coordenar operações internacionais.
- Ventura responsabilizou diretamente os governos do PS e do PSD, que se alternaram no poder durante anos. “Anos de fronteiras abertas, políticas de segurança fracas e imigração descontrolada permitiram que essas organizações criminosas se instalassem no nosso país”, afirmou. As autoridades portuguesas têm registado um aumento preocupante de crimes ligados a facções brasileiras, especialmente tráfico de estupefacientes, extorsão e lavagem de dinheiro.
- Até ao momento, o Governo ainda não apresentou uma resposta oficial às denúncias de Ventura. O caso reacende o debate sobre segurança interna, controlo fronteiriço e os riscos da criminalidade transnacional em Portugal.
Foto: Viségrad 24
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