Zuckerberg interrogado por legisladores sobre alegações de que plataformas de mídia social viciam e prejudicam crianças
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, enfrentou um intenso interrogatório de legisladores sobre alegações de que as plataformas de mídia social de sua empresa são projetadas para fomentar o vício entre menores e contribuir para riscos à saúde mental. A audiência renovou os apelos por regulamentações mais rigorosas para proteger crianças online.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta Platforms, enfrentou duras críticas de legisladores durante uma tensa audiência focada em alegações de que as plataformas de mídia social da empresa são projetadas de forma a incentivar o uso compulsivo e potencialmente prejudicar a saúde mental de crianças. Durante a sessão, os legisladores acusaram a Meta de priorizar métricas de crescimento e engajamento em detrimento do bem-estar dos jovens usuários. Vários citaram pesquisas internas e denúncias de irregularidades sugerindo que recursos como recomendações algorítmicas, rolagem infinita e sistemas de notificação podem contribuir para comportamentos viciantes, ansiedade e depressão entre menores.
Trocas acaloradas
Zuckerberg foi pressionado repetidamente sobre se a empresa permitiu conscientemente que conteúdo prejudicial atingisse o público mais jovem e se as medidas de segurança foram implementadas muito lentamente. Alguns legisladores exibiram exemplos de material problemático e perguntaram por que proteções mais robustas não foram introduzidas antes.
Em resposta, Zuckerberg defendeu os esforços da Meta, destacando os investimentos em controles parentais, restrições de idade e ferramentas de moderação por inteligência artificial, e afirmou que a empresa está comprometida em criar ambientes online mais seguros.
"Queremos que nossas plataformas sejam positivas para os jovens", disse ele, acrescentando que a Meta continua atualizando os recursos de segurança e cooperando com os órgãos reguladores.
Apelos por regulamentação
A audiência intensificou os apelos bipartidários por uma regulamentação tecnológica mais rigorosa, incluindo propostas para limitar a coleta de dados de menores, restringir a publicidade direcionada e exigir maior transparência sobre os algoritmos.
Defensores da segurança infantil argumentam que as medidas voluntárias são insuficientes e que uma legislação vinculativa é necessária para responsabilizar as empresas de mídia social.
Impacto mais amplo do setor
Embora o foco tenha permanecido na Meta, analistas observam que o escrutínio pode se estender a outras grandes empresas de tecnologia que operam plataformas voltadas para jovens. O debate ressalta uma crescente pressão global para abordar os efeitos psicológicos e sociais das plataformas digitais sobre as crianças.
À medida que os legisladores avaliam novas regras, o confronto sinaliza que a relação entre as grandes empresas de tecnologia e os governos pode entrar em uma fase mais conflituosa nos próximos anos.
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