Investigação aponta que corretora foi assassinada em intervalo de oito minutos no subsolo de edifício
A Polícia Civil concluiu que a corretora encontrada morta no subsolo de um prédio foi assassinada entre 19h e 19h08, período correspondente ao último registro feito pelas câmeras de segurança. A precisão do intervalo reforça a linha investigativa e pode ser decisiva para identificar a dinâmica do crime, possíveis suspeitos e eventuais falhas na segurança do edifício.
A investigação sobre a morte de uma corretora em um prédio comercial avançou nesta semana após a Polícia Civil estabelecer com precisão o intervalo em que o crime ocorreu. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a vítima foi assassinada no subsolo do edifício entre 19h e 19h08, logo após o último registro feito pelas câmeras de segurança do local.
Segundo as autoridades, a definição desse período curto de tempo representa um elemento central para a apuração. As imagens mostram a corretora acessando o subsolo por volta das 19h, mas não há registros posteriores de sua saída ou de movimentações relevantes no local após esse horário. O corpo foi encontrado mais tarde, o que levou os investigadores a cruzar dados de vídeo, registros de acesso e depoimentos.
O delegado informou que a análise minuciosa das câmeras permitiu restringir significativamente o momento do crime, o que ajuda a delimitar quem poderia estar no prédio naquele intervalo. “Trata-se de uma janela de tempo muito específica, o que fortalece a investigação e reduz o universo de possíveis envolvidos”, afirmou.
Além das imagens de segurança, a polícia trabalha com dados de controle de entrada e saída do edifício, registros de elevadores e eventuais acessos por garagem ou áreas técnicas. Funcionários, moradores e prestadores de serviço que circularam pelo local naquela noite já começaram a ser ouvidos.
A linha investigativa também busca esclarecer se a vítima foi seguida até o subsolo ou se já havia alguém aguardando no local. Não está descartada a hipótese de crime premeditado, embora outras possibilidades ainda estejam em análise, segundo os investigadores.
Familiares e colegas de trabalho da corretora relataram surpresa com o crime e afirmaram que ela não havia mencionado ameaças ou conflitos recentes. A polícia avalia o histórico pessoal e profissional da vítima para identificar possíveis motivações, incluindo questões financeiras ou desentendimentos anteriores.
O caso gerou preocupação entre moradores e frequentadores do prédio, reacendendo o debate sobre falhas de segurança em áreas comuns, especialmente em garagens e subsolos, considerados pontos vulneráveis em grandes centros urbanos. Especialistas em segurança destacam que a ausência de monitoramento contínuo pode facilitar a ação criminosa.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em ritmo acelerado e que novas diligências estão sendo realizadas para identificar o autor do crime. A expectativa é que o cruzamento de imagens, dados técnicos e depoimentos permita avançar rapidamente na elucidação do caso.
Qual é sua reação?