Filme de Melania Trump estreia em São Paulo sob críticas, alto custo e baixa adesão do público
A estreia do filme inspirado na trajetória de Melania Trump em salas de cinema de São Paulo foi marcada por polêmicas. Apesar do orçamento milionário e da forte carga institucional no roteiro, as sessões registraram baixa presença de público e levantaram questionamentos sobre viabilidade cultural e impacto comercial da produção.
Filme de Melania Trump estreia em São Paulo sob críticas, alto custo e baixa adesão do público
A chegada do filme centrado na figura de Melania Trump aos cinemas de São Paulo ocorreu longe do glamour esperado por seus produtores. Marcada por salas quase vazias, críticas ao tom excessivamente institucional do roteiro e questionamentos sobre o alto investimento financeiro, a estreia evidenciou um descompasso entre a ambição do projeto e o interesse do público brasileiro.
Produzido com orçamento considerado milionário para padrões de filmes biográficos recentes, o longa se propõe a retratar a trajetória da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, destacando sua ascensão social, sua atuação durante a presidência de Donald Trump e sua imagem pública. No entanto, críticos apontam que a narrativa adota um tom excessivamente favorável, mais próximo de uma peça promocional do que de uma obra cinematográfica com olhar crítico ou artístico.
Durante as primeiras sessões exibidas em shoppings da capital paulista, relatos indicaram ocupação mínima das salas, com alguns horários registrando menos de uma dezena de espectadores. O cenário chamou a atenção de exibidores e analistas do setor, especialmente diante do investimento em divulgação e da expectativa de atrair curiosos interessados em figuras centrais da política internacional.
Especialistas em cinema avaliam que o fracasso inicial de público pode estar ligado a uma combinação de fatores. Entre eles, o distanciamento do público brasileiro em relação à figura de Melania Trump, a saturação de conteúdos políticos nos últimos anos e a percepção de que o filme carece de profundidade narrativa. “Há um sentimento de que se trata de um produto ideológico, não de uma obra cinematográfica pensada para provocar reflexão”, avalia um crítico ouvido pela reportagem.
Outro ponto que gerou debate foi o custo da produção, considerado elevado em comparação com o retorno inicial nas bilheteiras. Embora os valores exatos não tenham sido oficialmente divulgados, estimativas do mercado apontam para cifras que contrastam com a recepção morna nas salas brasileiras.
A estreia em São Paulo faz parte de uma estratégia internacional de distribuição, mas os resultados iniciais levantam dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto em outros mercados fora dos Estados Unidos. Analistas apontam que, sem uma revisão de estratégia ou um novo impulso de interesse, o filme pode enfrentar dificuldades para se manter em cartaz.
O caso reacende discussões mais amplas sobre o espaço do cinema político nas salas comerciais e os limites entre arte, propaganda e entretenimento. No Brasil, onde o público costuma responder de forma crítica a produções com viés explícito, a recepção fria ao filme de Melania Trump pode servir como termômetro para produções semelhantes no futuro.
Enquanto isso, a estreia discreta em São Paulo transforma o longa em mais um exemplo de como orçamento elevado e nomes conhecidos nem sempre são suficientes para garantir relevância cultural ou sucesso de público.
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