Influenciadores relatam abordagem para defender BRB nas redes e caso gera crise de imagem no banco

Influenciadores digitais revelaram ter recebido e-mails com pedidos para tratar, de forma estratégica, do chamado “caso Master” nas redes sociais, em nome do Banco de Brasília (BRB). As mensagens mencionavam um convite para almoço com o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza. Após a repercussão, uma agência de marketing afirmou ter agido por conta própria, sem autorização formal do banco, ampliando o debate sobre transparência, comunicação institucional e ética no uso de influenciadores.

Janeiro 30, 2026 - 16:54
Janeiro 30, 2026 - 16:57
Influenciadores relatam abordagem para defender BRB nas redes e caso gera crise de imagem no banco
Foto:Redes Sociais X

O Banco de Brasília (BRB) passou a enfrentar questionamentos públicos após influenciadores digitais relatarem ter recebido e-mails com propostas para abordar o chamado “caso Master” em suas redes sociais. As mensagens sugeriam uma estratégia de comunicação indireta e citavam, como atrativo, um convite para um almoço com o atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza.

Os relatos começaram a circular após alguns influenciadores tornarem públicas as abordagens, levantando suspeitas sobre uma possível tentativa de moldar a narrativa digital em torno do caso, que envolve o banco e tem gerado repercussão no meio político e financeiro. A exposição rapidamente ganhou tração nas redes sociais, alimentando críticas sobre o uso de influenciadores para tratar de temas sensíveis ligados a instituições públicas.

De acordo com os e-mails divulgados, a proposta envolvia a produção de conteúdos que ajudassem a contextualizar ou esclarecer o assunto para o público, sem que houvesse menção explícita a publicidade ou parceria institucional. O convite para um encontro presencial com o presidente do BRB foi interpretado por alguns como uma tentativa de conferir legitimidade à ação.

Diante da repercussão, uma agência de marketing identificada como responsável pelo envio das mensagens afirmou que a iniciativa partiu exclusivamente dela e que a ideia não teria sido submetida previamente à direção do BRB. Em nota, a empresa declarou que atuou de forma independente e que não houve contratação formal nem autorização do banco para a abordagem aos influenciadores.

O episódio, no entanto, já havia provocado desgaste. Especialistas em comunicação institucional avaliam que, mesmo quando terceirizadas, ações desse tipo podem gerar impactos significativos na reputação de organizações públicas. “Quando se trata de um banco estatal, a linha entre comunicação estratégica e tentativa de influência indevida precisa ser absolutamente clara”, afirma um consultor ouvido por veículos do setor.

Nos bastidores, o caso reacende o debate sobre os limites do marketing de influência, especialmente quando envolve temas de interesse público. A ausência de transparência sobre quem financia ou orienta determinado conteúdo pode comprometer a credibilidade tanto das instituições quanto dos próprios criadores digitais.

Até o momento, o BRB não confirmou qualquer participação direta na iniciativa e reforçou que suas ações de comunicação seguem normas internas e princípios de transparência. Ainda assim, o episódio colocou a instituição no centro de uma discussão mais ampla sobre governança, gestão de crises e o papel das redes sociais na formação da opinião pública.

A controvérsia ocorre em um contexto em que bancos públicos e estatais estão cada vez mais expostos ao escrutínio digital, onde iniciativas mal explicadas podem rapidamente se transformar em crises de imagem. Para analistas, o caso serve de alerta sobre a necessidade de controle rigoroso de ações terceirizadas e de clareza na relação entre instituições e influenciadores.

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