Trump apoia a retirada de bases americanas da Espanha e agrava a crise com Pedro Sánchez: “Não precisamos de quem não nos quer”

O presidente Donald Trump apoiou publicamente a proposta de retirada das bases militares americanas da Espanha (Rota e Morón), em resposta à guinada anti-Israel e pró-Irã do governo de Pedro Sánchez. Em entrevista à Fox News, Trump chamou Sánchez de “socialista radical que prefere terroristas a seus aliados” e afirmou que os EUA “não precisam de bases em um país que não valoriza nossa presença”. A declaração intensifica a crise diplomática entre Madri e Washington, em meio à guerra Irã-Israel e à pressão de Sánchez para o reconhecimento da Palestina e a condenação de Israel.

Março 21, 2026 - 09:05
Trump apoia a retirada de bases americanas da Espanha e agrava a crise com Pedro Sánchez: “Não precisamos de quem não nos quer”
eldebate.com
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, endossou na quinta-feira a ideia de retirar as bases militares americanas da Espanha (Rota e Morón), em uma declaração dura que agrava a já tensa relação com o governo de Pedro Sánchez. Em entrevista exclusiva à Fox News, Trump chamou o presidente espanhol de “socialista radical que prefere terroristas a seus aliados” e afirmou que “se a Espanha não valoriza nossa presença lá, não precisamos de bases lá”. A declaração surge em resposta às posições do governo espanhol sobre o conflito Irã-Israel: reconhecimento do Estado palestino, condenação veemente de Israel, abstenção em resoluções contra o Hamas e reaproximação com o Irã e seus aliados.

  • Trump vinculou diretamente a posição de Sánchez à segurança das bases: “Temos milhares de soldados em Rota e Morón defendendo a Europa e o mundo livre. Se Sánchez prefere se alinhar com os aiatolás e os terroristas do Hamas, que resolvam isso entre eles”. Fontes do Pentágono e do Comando Europeu dos EUA (EUCOM) confirmaram que estudos internos foram iniciados sobre a viabilidade de realocar instalações de Rota (uma base naval fundamental para submarinos e destróieres) e Morón (um centro de logística aérea para operações na África e no Oriente Médio). Embora nenhuma decisão final tenha sido tomada, a mera menção de Trump representa um golpe diplomático sem precedentes e uma mensagem clara: o governo Trump não tolerará aliados que "jogam dos dois lados" com o eixo Irã-Rússia-China. Em Madri, o governo reagiu com indignação.

  • Pedro Sánchez convocou uma coletiva de imprensa urgente para descrever as palavras de Trump como uma "interferência intolerável na soberania espanhola" e uma "chantagem inaceitável". A ministra da Defesa, Margarita Robles, defendeu a situação, afirmando que "as bases são acordos bilaterais e a Espanha decide sua política externa sem pressão externa". Fontes do Palácio de Moncloa admitem em privado que a retirada das bases seria "um desastre estratégico e econômico", já que elas geram milhares de empregos e milhões em renda para Cádiz e Sevilha. A oposição (PP e Vox) exigiu explicações imediatas e acusou Sánchez de "ter levado a Espanha ao isolamento internacional devido à sua obsessão ideológica". Santiago Abascal (Vox) declarou: “Sánchez transformou a Espanha em um pária: está perdendo as bases, está perdendo Trump, está perdendo credibilidade e está colocando em risco a segurança nacional. Ele deveria renunciar agora.” Este episódio se soma a outras tensões: a demissão do embaixador em Israel, comemorada pelo Hamas e pelos Houthis; o apoio da Espanha à África do Sul em sua queixa contra Israel em Haia; e o veto à venda de armas para Tel Aviv.

  • Analistas veem a declaração de Trump como um aviso de que o governo atual não hesitará em usar as bases como moeda de troca para forçar uma mudança de rumo na política externa espanhola. Até o momento, o Pentágono não confirmou nenhum plano concreto de retirada, mas a mensagem de Trump tem sido clara: “América em primeiro lugar, e quem não estiver conosco, que se vire.”

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