A queda de Petro? Procuradores dos EUA investigam Gustavo Petro por supostos vínculos com o narcotráfico
Procuradores federais dos EUA iniciaram uma investigação formal contra o presidente colombiano Gustavo Petro por supostos vínculos com o narcotráfico, segundo reportagem publicada pelo The New York Times em 21 de março de 2026. A investigação concentra-se em possíveis ligações financeiras e políticas com cartéis e organizações de narcotráfico durante sua carreira política, incluindo seu período no grupo guerrilheiro M-19 e sua presidência. A Casa Branca e o Departamento de Justiça não confirmaram oficialmente a investigação, mas fontes diplomáticas indicam que a informação provém de inteligência compartilhada com aliados regionais.
- O presidente colombiano Gustavo Petro está sendo investigado por procuradores federais dos EUA por supostos vínculos com o tráfico de drogas, revelou o The New York Times na sexta-feira em um artigo baseado em fontes de inteligência e no Departamento de Justiça. A investigação, que permanece confidencial, examina possíveis conexões financeiras, políticas e pessoais entre Petro e organizações de tráfico de drogas ao longo de décadas, incluindo sua participação no grupo guerrilheiro M-19, sua carreira política e sua presidência.
- Segundo o jornal americano, a investigação foi aberta nos últimos meses sob a jurisdição do Distrito Sul da Flórida e do Distrito Leste de Nova York, com a participação da DEA e do FBI. Os promotores estariam reunindo provas de supostas doações de campanha por parte de grupos de narcotráfico, proteção política para organizações criminosas e possíveis benefícios indiretos derivados do controle territorial de dissidentes das FARC e do Clã do Golfo. A reportagem cita “altos funcionários americanos” que acreditam que “as provas são suficientemente sérias para justificar uma investigação formal”. O presidente Petro reagiu em um pronunciamento à nação, negando qualquer ligação com o narcotráfico e classificando a revelação como “uma campanha difamatória orquestrada por Washington e pela direita colombiana para desestabilizar o governo”. Petro acusou o NYT de “se basear em fontes anônimas e recicladas” e lembrou que já havia enfrentado investigações semelhantes no passado, sem que estas tivessem prosperado. “Não há nada de novo, apenas o mesmo roteiro de sempre para atacar aqueles que defendem a paz e a soberania”, declarou.
- A oposição colombiana, liderada pelo Centro Democrático e setores do Partido Conservador, exigiu a renúncia imediata de Petro ou seu encaminhamento a um processo de impeachment. “Se os americanos o estão investigando, algo sério deve estar acontecendo”, afirmou a senadora María Fernanda Cabal. Figuras do Uribismo e apoiadores moderados de Petro concordaram que a investigação representa “o começo do fim” para o governo. Em Washington, o Departamento de Estado e a Casa Branca se abstiveram de comentários oficiais, mas fontes próximas à equipe de segurança nacional indicaram que o governo Trump vê com preocupação a deriva do governo Petro e sua aproximação com regimes como Venezuela, Nicarágua e Cuba.
- A investigação faz parte de uma política de “pressão máxima” contra governos considerados simpáticos ao narcoterrorismo. Até o momento, nenhuma acusação formal ou pedido de extradição foi divulgado, mas a mera existência da investigação representa um golpe político sem precedentes para Petro no cenário internacional. Analistas em Bogotá estimam que, se a investigação avançar, poderá levar a sanções individuais, congelamento de bens ou até mesmo a um pedido formal de extradição, o que desencadearia uma crise institucional na Colômbia.
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