Lula critica Trump e Rubio após EUA classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu de forma dura à decisão dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. Lula criticou o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, questionando a medida e acusando os EUA de interferência. A declaração reacende o debate sobre a relação do governo brasileiro com o crime organizado.

Maio 30, 2026 - 20:46
Maio 30, 2026 - 20:49
Lula critica Trump e Rubio após EUA classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
K13 News
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou duramente o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio após o governo americano incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho na lista oficial de organizações terroristas estrangeiras. Em declaração pública, Lula questionou a motivação da medida e acusou Washington de “interferência” e de tentar “criminalizar movimentos sociais”. O presidente brasileiro afirmou que a decisão é “uma provocação” e que os EUA “não têm moral” para julgar grupos criminosos no Brasil. A designação americana permite sanções financeiras, congelamento de ativos e maior cooperação internacional no combate às duas facções, responsáveis por grande parte do tráfico de drogas, assassinatos e violência urbana no país.

  • A reação de Lula gerou forte repercussão. A oposição, especialmente o PL e o Novo, acusou o presidente de proteger ou minimizar o crime organizado. “Enquanto o mundo reconhece o PCC e o CV como terroristas, Lula os defende. Isso explica muita coisa”, disse o senador Flávio Bolsonaro. Especialistas em segurança pública veem a medida americana como um endurecimento necessário diante da internacionalização dessas facções, que já atuam em vários países da América Latina e Europa. A inclusão na lista de terroristas facilita ações como bloqueio de contas bancárias e extradition mais ágeis.

  • Até o momento, o Itamaraty não apresentou uma resposta oficial coordenada, mas fontes diplomáticas indicam desconforto com a decisão de Washington, que pode complicar a relação bilateral. O caso reforça a polarização no Brasil sobre como lidar com o crime organizado: enquanto o governo Lula prioriza abordagens sociais e críticas ao “encarceramento em massa”, a oposição e setores conservadores defendem maior rigor e cooperação internacional.

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