Irã executa Saleh Mohammadi, lutador de 19 anos e medalhista internacional

A ditadura iraniana enforcou e executou Saleh Mohammadi, um atleta de 19 anos reconhecido em seu país, que havia conquistado a medalha de bronze na Copa Saytev em Krasnoyarsk, Rússia, em 2024, representando a seleção iraniana. A execução foi realizada sem aviso prévio e gerou condenação internacional, pois ele era menor de idade na época dos eventos que levaram à sentença de morte, em mais um capítulo da brutal repressão do regime dos aiatolás contra sua própria juventude.

Março 21, 2026 - 09:57
Irã executa Saleh Mohammadi, lutador de 19 anos e medalhista internacional
Image k13news.com/
  • A ditadura iraniana enforcou Saleh Mohammadi, um atleta de 19 anos que representou o Irã em competições internacionais e ganhou a medalha de bronze no torneio de luta livre Copa Saytev, realizado em Krasnoyarsk, Rússia. Em 2024, Mohammadi foi executado em uma prisão de segurança máxima na província de Teerã, sem aviso prévio ou possibilidade de recurso efetivo, segundo organizações de direitos humanos e exilados iranianos. Mohammadi, considerado uma estrela em ascensão no esporte juvenil iraniano, foi preso em 2023 sob as acusações de “moharebeh” (inimizade contra Deus) e “corrupção na Terra”, acusações comumente usadas contra qualquer forma de dissidência, protesto ou conduta considerada contrária ao regime islâmico.

  • Fontes próximas à família afirmam que o jovem foi torturado durante o interrogatório e que sua condenação foi baseada em confissões obtidas sob coação. A execução de um atleta de renome internacional provocou indignação no mundo esportivo e entre a diáspora iraniana. A United World Wrestling (UWW) emitiu um comunicado condenando a morte de Mohammadi “nos termos mais fortes” e exigindo que o Irã explique as circunstâncias. Atletas russos que competiram contra ele em Krasnoyarsk relembraram seu talento e carisma, e vários pediram, em protesto, a remoção de seu nome das listas oficiais da equipe iraniana. Organizações como a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a Fundação Abdorrahman Boroumand descreveram o caso como “mais uma execução judicial promovida pelo regime” e observaram que o Irã continua executando menores (ou pessoas que cometeram crimes quando menores de idade), apesar das obrigações internacionais.

  • Saleh tinha 17 anos na época dos eventos que levaram à sua prisão, o que torna a execução uma violação flagrante do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e da Convenção sobre os Direitos da Criança, das quais o Irã é signatário. O regime não emitiu uma declaração oficial sobre a execução, mas a mídia estatal iraniana transmitiu imagens do enforcamento e mensagens apresentando-o como “punição exemplar contra os inimigos da Revolução Islâmica”. Nas redes sociais, a hashtag #SalehMohammadi viralizou entre exilados e membros da oposição, que o compararam a outros jovens executados, como Mostafa Salehi, ou aos manifestantes de 2022.

  • A morte de Mohammadi ocorre em meio à guerra Irã-Israel e à mais severa repressão interna desde 2022, com centenas de execuções documentadas anualmente. Analistas veem o caso como uma mensagem do regime: nem mesmo o sucesso esportivo protege contra a máquina repressiva dos aiatolás. A família do jovem solicitou a liberação de seu corpo para um enterro digno, mas até o momento as autoridades iranianas se recusaram.

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