A Ditadura Cubana Anuncia Sua “Perestroika”: Abertura para Exilados em Negócios, Bancos e Terras – Uma Medida Desesperada que Lembra o Início do Fim da URSS

Em um pronunciamento na televisão nacional, o regime cubano anunciou uma série de medidas que permitem aos exilados cubanos (sem residência legal na ilha) participar como proprietários ou sócios em empresas privadas, abrir contas bancárias em moeda estrangeira, obter direitos de usufruto sobre terras e firmar parcerias com entidades estatais ou privadas, inclusive em grandes projetos de infraestrutura. Analistas e exilados veem o pacote como uma “Perestroika cubana” desesperada para atrair capital diante do colapso econômico total, semelhante às reformas de Gorbachev que aceleraram a queda da União Soviética. O anúncio ocorre em meio a apagões que duram até 20 horas e negociações secretas com os Estados Unidos.

Março 17, 2026 - 02:43
A Ditadura Cubana Anuncia Sua “Perestroika”: Abertura para Exilados em Negócios, Bancos e Terras – Uma Medida Desesperada que Lembra o Início do Fim da URSS
k13news

Em um pronunciamento televisionado em horário nobre, o regime de Miguel Díaz-Canel anunciou um pacote de medidas econômicas que, pela primeira vez desde 1959, permite que exilados cubanos (sem residência efetiva na ilha) se tornem proprietários ou sócios de empresas privadas, participem do sistema financeiro, abram contas em moeda estrangeira e obtenham direitos de usufruto de terras. O anúncio foi descrito por membros da oposição, exilados e analistas como uma “Perestroika cubana”: uma reforma tardia e desesperada que, assim como a de Mikhail Gorbachev na URSS, pode acelerar o colapso do sistema em vez de salvá-lo. As principais disposições aprovadas por decreto são:

  • Exilados cubanos poderão possuir ou ser acionistas majoritários de empresas privadas em Cuba, sem necessidade de residência na ilha.
  • Poderão fazer parcerias com empresas privadas cubanas em qualquer setor, incluindo grandes projetos de infraestrutura e negócios estratégicos (não apenas micro, pequenas e médias empresas).
  • Poderão participar do sistema financeiro e bancário: abrindo contas em moeda estrangeira em bancos cubanos e acessando o sistema de pagamentos.
  • Poderão utilizar terras para exilados que investirem em produção agrícola ou projetos relacionados.
  • Poderão formar alianças diretas entre exilados e entidades estatais ou privadas cubanas, mesmo em setores anteriormente reservados ao Estado.

O regime apresentou as medidas como uma “atualização do modelo econômico” para atrair “capital compatriota” e aliviar a crise energética e alimentar. No entanto, a oposição no exílio e os dissidentes na ilha interpretam essas medidas como um reconhecimento tácito do fracasso total do socialismo e uma tentativa de fornecer alívio financeiro antes de um colapso inevitável. “É a Perestroika cubana: estão abrindo a porta porque não têm mais nada com que trancá-la”, declarou o líder da oposição Manuel Cuesta Morúa, de Havana.

Em Miami, líderes exilados como Orlando Gutiérrez Boronat alertaram que “o castrismo não reforma, ele entra em colapso” e que qualquer investimento neste momento seria “financiar a repressão e prolongar a agonia”. O anúncio ocorre no pior momento da recente crise cubana: apagões de até 20 horas por dia, filas intermináveis ​​para conseguir comida, protestos reprimidos e um êxodo em massa da população. Fontes diplomáticas em Washington confirmam que as medidas fazem parte de negociações secretas com o governo Trump, que condicionou qualquer alívio das sanções ou do fornecimento de petróleo a profundas mudanças políticas — incluindo a saída de Díaz-Canel.

Economistas independentes estimam que, sem uma liberalização genuína do mercado e garantias plenas dos direitos de propriedade privada, as medidas atrairão muito pouco capital real e servirão principalmente para lavar dinheiro para laranjas e aliados do regime. “É uma medida cosmética para ganhar tempo”, resumiu o economista cubano Omar Everleny. Enquanto isso, nas redes sociais e entre a diáspora, a expressão “Perestroika cubana” viralizou, juntamente com memes que comparam Díaz-Canel a Gorbachev e Cuba à URSS de 1989-1991. Muitos veem o decreto não como uma reforma, mas como o começo do fim.

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