El Salvador aprova prisão perpétua para estupradores: Bukele cumpre promessa e endurece penas contra agressores sexuais

Em 22 de março de 2026, a Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou uma reforma do Código Penal que estabelece prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional para estupradores, especialmente em casos de estupro qualificado, estupro de menores, violência sexual relacionada a gangues ou reincidência. A medida, promovida pelo presidente Nayib Bukele, cumpre uma promessa de campanha e responde à indignação pública após inúmeros casos brutais de violência sexual. A oposição de esquerda criticou a reforma como “populista e autoritária”, mas a iniciativa foi aprovada por ampla maioria graças ao controle do legislativo pelo partido governista.

Março 22, 2026 - 09:41
El Salvador aprova prisão perpétua para estupradores: Bukele cumpre promessa e endurece penas contra agressores sexuais
k13news

Com 67 votos a favor e apenas 8 contra, a Assembleia Legislativa, controlada pelo partido Nuevas Ideas, aprovou nesta tarde a reforma do Código Penal que introduz a prisão perpétua com revisão para crimes sexuais em El Salvador. A medida, assinada pelo presidente Nayib Bukele em um pronunciamento à nação horas depois, estabelece penas de até prisão perpétua (reconciliável após 30 anos) para crimes de estupro qualificado, estupro de menores, violência sexual em contexto de gangues, reincidência múltipla ou casos que envolvam extrema crueldade.

A reforma modifica os artigos 158, 159 e 160 do Código Penal e inclui fatores agravantes específicos: se a vítima for menor de 12 anos, se armas ou drogas forem usadas para subjugar a vítima, se o agressor pertencer a uma organização criminosa ou se o crime resultar em lesão corporal grave ou morte. Bukele comemorou a aprovação nas redes sociais: “Hoje, El Salvador diz BASTA aos estupradores. Prisão perpétua para quem destruir a vida de uma menina, um menino ou uma mulher. Justiça de verdade, não retórica vazia.” A iniciativa surge após uma onda de feminicídios e estupros brutais em 2025-2026 que chocou o país.

Casos como o estupro e assassinato de uma menina de 10 anos em Soyapango e uma série de ataques relacionados a gangues desencadearam protestos massivos e exigências por medidas enérgicas. Bukele, que já havia prometido “prisão perpétua para estupradores” durante sua campanha, acelerou a reforma em resposta à indignação popular. A esquerda (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional e seus aliados) votou contra e acusou o governo de “populismo punitivo” e “autoritarismo disfarçado de justiça”. No entanto, a medida recebeu amplo apoio de setores independentes e até mesmo de alguns parlamentares da oposição que reconheceram “a necessidade de proteger as vítimas”. Organizações internacionais de direitos humanos expressaram preocupação com o potencial de aplicação arbitrária e a falta de devido processo legal, mas a maioria da população salvadorenha comemorou a decisão: pesquisas rápidas mostram mais de 85% de aprovação.

O presidente Bukele assinou o decreto imediatamente e anunciou que a primeira implementação seria “sem exceções ou privilégios”. A reforma soma-se a outras políticas linha-dura de Bukele: estado de emergência permanente, prisões gigantescas e controle total do Congresso. Analistas veem a medida como um novo capítulo em sua estratégia de segurança, que combina populismo, resultados visíveis e amplo apoio popular, enquanto a oposição se enfraquece cada vez mais.

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