Escalada no Oriente Médio: Porta-aviões francês Charles de Gaulle entra no Mediterrâneo enquanto Irã ataca bases aéreas em EAU e Kuwait

O porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle cruzou o Estreito de Gibraltar nesta sexta-feira, reforçando a presença naval europeia no Mediterrâneo em meio à intensificação do conflito envolvendo o Irã. Simultaneamente, a mídia estatal iraniana anunciou ataques da Guarda Revolucionária a bases aéreas em Al Dhafra (EAU) e Ali Al Salem (Kuwait). O Azerbaijão retirou seus diplomatas do Irã e elevou alerta militar, enquanto milícia pró-Irã reivindicou ataques com drones no Iraque. A Arábia Saudita condenou as ações iranianas.

Março 6, 2026 - 22:09
Escalada no Oriente Médio: Porta-aviões francês Charles de Gaulle entra no Mediterrâneo enquanto Irã ataca bases aéreas em EAU e Kuwait
Getty Images
  • A crise no Oriente Médio registrou avanços críticos nesta sexta-feira, com a entrada do porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle no Mar Mediterrâneo e uma nova onda de ataques reivindicados pelo Irã contra instalações militares em países do Golfo Pérsico.O grupo de combate do Charles de Gaulle, composto pelo porta-aviões, duas fragatas francesas (FREMM), uma fragata espanhola, uma holandesa, uma italiana, um submarino nuclear francês e um navio de suprimentos, cruzou o Estreito de Gibraltar no início da tarde de hoje, conforme reportado por fontes militares e mídia francesa. A movimentação, ordenada pelo presidente Emmanuel Macron no início da semana, visa reforçar a presença europeia e proteger aliados em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

  • Paralelamente, a mídia estatal iraniana divulgou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) executou ataques diretos contra a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e a Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait. As instalações abrigam contingentes e ativos militares americanos, e os ataques fazem parte da chamada “Operação Promessa Verdadeira 4”, em retaliação a ações prévias contra território iraniano. Relatos indicam danos a radares de alerta precoce, tanques de combustível, pistas e infraestruturas de manutenção.

  • Em resposta ao agravamento da situação, o Azerbaijão anunciou a retirada imediata de seu pessoal diplomático do Irã. O ministro das Relações Exteriores, Jeyhun Bayramov, confirmou o fechamento da embaixada em Teerã e do consulado em Tabriz, citando preocupações com a segurança após incidentes recentes envolvendo drones iranianos na região de Nakhchivan. O país também elevou o nível de prontidão de suas forças armadas.No norte do Iraque, a milícia Kataib Ashab al-Kahf, apoiada pelo Irã, reivindicou a autoria de ataques com drones na província de Duhok, na Região do Curdistão. Os alvos incluíram instalações energéticas e campos operados por empresas estrangeiras, ampliando o alcance das ações de grupos proxies iranianos.O ministro da Defesa da Arábia Saudita, príncipe Khalid bin Salman, informou ter mantido contatos com o príncipe herdeiro de Dubai e ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Hamdan bin Mohammed Al Maktoum.

  • Em declaração conjunta, ambos condenaram veementemente a “agressão iraniana” contra o Reino, os Emirados e outros países da região, afirmando solidariedade total e disposição para medidas de resposta coordenadas.Analistas alertam que a combinação de projeção de força naval europeia, ataques diretos iranianos e reações em cadeia de países do Golfo e do Cáucaso sinaliza risco elevado de expansão do conflito para além do teatro principal Irã-Israel-EUA, com potenciais impactos na segurança energética global e nas rotas marítimas.As Nações Unidas e potências regionais acompanham os desdobramentos com crescente preocupação, enquanto não há, até o momento, confirmação oficial de baixas ou extensão total dos danos nas bases atacadas.

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