Casa Branca anuncia que a Espanha concorda em cooperar com as Forças Armadas dos EUA após ameaças de Trump
A Casa Branca, por meio de sua porta-voz Karoline Leavitt, afirmou que a Espanha concordou em cooperar com as forças militares dos EUA em meio à crise com o Irã, depois que Pedro Sánchez inicialmente negou o uso das bases aéreas de Rota e Morón. Não há confirmação imediata de Madri.
Casa Branca: Espanha concordou em cooperar com as forças armadas dos EUA em operações contra o Irã.
A Casa Branca anunciou esta tarde que a Espanha concordou em cooperar com as forças militares dos EUA, aparentemente revertendo sua posição inicial de recusar o uso das bases conjuntas em Rota (Cádiz) e Morón (Sevilha) para apoiar a Operação Fúria Épica contra o regime iraniano. A porta-voz presidencial Karoline Leavitt declarou em coletiva de imprensa que “a Espanha concordou em cooperar com as forças armadas dos EUA”, após dias de extrema tensão causados pela recusa inicial do governo de Pedro Sánchez.
O anúncio ocorre apenas 24 horas depois de o presidente Donald Trump ameaçar um embargo comercial total contra a Espanha, chamando-a de aliada “terrível” e ordenando ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que “cortasse todas as relações” com Madri por não permitir o uso das bases para missões logísticas e de reabastecimento na campanha contra o Irã. Segundo fontes da Casa Branca, o acordo incluiria pelo menos apoio logístico limitado das instalações espanholas, embora os termos exatos não tenham sido detalhados, nem especificado se implica autorização total para operações ofensivas. A declaração surge em meio a intensa pressão: os EUA realocaram cerca de 15 aeronaves (principalmente aviões-tanque KC-135) de Rota e Morón para bases na Alemanha e na França após a recusa da Espanha, o que complicou temporariamente a logística de ataques aéreos. Não houve confirmação oficial imediata de Madri sobre a mudança de posição.
O presidente Pedro Sánchez reiterou sua posição de "não à guerra" nas últimas horas e alertou que a Espanha não será "vassala" de nenhuma potência, enquanto a vice-presidente María Jesús Montero enfatizou a soberania nacional e o cumprimento do direito internacional. O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, havia insistido anteriormente que as bases seriam usadas apenas no âmbito de acordos bilaterais e da Carta da ONU, sem apoio a ações unilaterais. A oposição espanhola e os setores pró-OTAN interpretam o anúncio da Casa Branca como uma vitória diplomática para Trump, impulsionada por ameaças econômicas — o comércio bilateral ultrapassa € 40 bilhões anualmente — e pela pressão interna na Espanha.
Críticos do governo Sánchez o acusam de ter cedido à chantagem, enquanto fontes próximas ao Executivo sugerem que qualquer "cooperação" seria estritamente humanitária ou para manutenção de rotina, sem envolvimento direto nos bombardeios. A União Europeia, por sua vez, manifestou apoio à Espanha contra as ameaças comerciais de Trump, com a Comissão Europeia declarando que defenderá os interesses do bloco e reiterando que a política comercial é competência exclusiva da UE. Líderes como Emmanuel Macron e António Costa expressaram solidariedade a Sánchez em recentes conversas telefônicas.
O anúncio gera incerteza: se confirmado, poderá aliviar as tensões transatlânticas e facilitar a logística dos EUA na guerra contra o Irã; se Madri o negar ou o limitar drasticamente, o impasse diplomático poderá escalar para sanções reais ou uma maior ruptura na OTAN. Por ora, a Casa Branca apresenta o acordo como um fato consumado, enquanto a Espanha mantém silêncio oficial, deixando o desfecho incerto em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
White House: ???????????????? Spain has agreed to cooperate with the US military. pic.twitter.com/yNvyFujDZF — Donald J Trump Posts TruthSocial (@TruthTrumpPost) March 4, 2026
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