Hamas e Houthis iemenitas parabenizam Pedro Sánchez pela demissão da embaixadora em Israel: "É uma decisão honrosa", comemoram os terroristas
O grupo terrorista Hamas e os Houthis do Iêmen emitiram comunicados parabenizando o governo de Pedro Sánchez pela demissão imediata da embaixadora espanhola em Israel, Ana María Salomón Pérez. Ambos os grupos descreveram a decisão como "honrosa" e a associaram à rejeição da Espanha às políticas israelenses no atual conflito regional. A medida ocorre em meio à escalada das tensões entre a Espanha e Israel devido à guerra em curso com o Irã e seus aliados.
- O governo de Pedro Sánchez demitiu hoje sumariamente a embaixadora da Espanha em Israel, Ana María Salomón Pérez, em uma decisão que foi imediatamente comemorada pelo grupo terrorista Hamas e pelos Houthis do Iêmen. Ambos os grupos descreveram a demissão como "uma decisão honrosa" e a interpretaram como um gesto claro de rejeição às políticas israelenses no contexto da guerra regional envolvendo o Irã e seus aliados. Segundo um comunicado oficial divulgado pelo braço político do Hamas, a remoção do embaixador "demonstra que a Espanha está começando a compreender a injustiça do regime sionista e o direito legítimo da resistência palestina".
- Os houthis, por sua vez, publicaram em seus canais no Telegram que "o governo espanhol deu um passo corajoso ao retirar seu representante de Tel Aviv, alinhando-se à causa dos povos oprimidos contra o imperialismo e o sionismo". Ambas as organizações, classificadas como grupos terroristas pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por outros países, usaram a demissão para reforçar sua narrativa de que a pressão internacional está enfraquecendo Israel. A decisão do governo Sánchez ocorre em um momento de crescente tensão diplomática entre a Espanha e Israel, exacerbada pela guerra em curso contra o Irã e pelo envolvimento indireto de grupos como o Hamas e os houthis.
- Fontes diplomáticas indicam que a embaixadora Salomón havia mantido uma postura mais equilibrada e profissional em seus relatórios, o que gerou atritos internos no Ministério das Relações Exteriores, dominado por setores próximos a Sumar e ao Podemos, que pressionam por uma ruptura total com Israel. A demissão foi descrita pela oposição (PP e Vox) como "uma humilhação histórica" e "uma rendição ao terrorismo islâmico". Santiago Abascal (Vox) declarou que "Pedro Sánchez está recompensando terroristas que assassinam judeus e atacando os únicos que defendem a liberdade no Oriente Médio". O PP, por sua vez, exigiu explicações urgentes no Congresso e anunciou que solicitará o comparecimento do ministro das Relações Exteriores perante ele. Em Jerusalém, o Ministério das Relações Exteriores israelense descreveu a demissão como "um gesto vergonhoso que recompensa o terrorismo e enfraquece a luta contra o eixo do mal liderado pelo Irã". Fontes próximas ao governo Netanyahu indicaram que a Espanha "está se colocando do lado errado da história".
- O governo espanhol não ofereceu uma explicação oficial detalhada para a demissão, limitando-se a uma declaração genérica que se refere a "uma mudança no serviço diplomático para adaptar a representação às novas prioridades". No entanto, a medida foi amplamente interpretada como uma concessão à pressão da esquerda radical e um aceno aos setores pró-Palestina e anti-Israel dentro da coligação. A decisão reforça a percepção internacional de que o governo Sánchez está adotando posições cada vez mais distantes dos aliados ocidentais tradicionais em matéria de segurança e contraterrorismo.
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