Preço do petróleo Brent se aproxima de US$ 90 por barril em meio à escalada no Oriente Médio, segundo Bloomberg
O Brent crude, benchmark global do petróleo, atingiu US$ 90 por barril pela primeira vez em quase dois anos nesta sexta-feira (6 de março de 2026), conforme reportado pela Bloomberg. O salto reflete o impacto da guerra no Oriente Médio, com paralisação quase total do tráfego no Estreito de Ormuz, interrupções no fluxo de óleo do Golfo e temores de suprimentos globais ainda mais restritos.
- O preço do petróleo Brent crude futures atingiu US$ 90 por barril nesta sexta-feira, marcando o nível mais alto em quase dois anos, conforme noticiado pela Bloomberg. O avanço explosivo ocorre em resposta à paralisação virtual do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, agravada pela intensificação do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.De acordo com dados de mercado compilados pela Bloomberg e ICE Futures, o contrato de maio do Brent subiu mais de 8-9% no dia, superando a marca de US$ 90 pela primeira vez desde o final de 2023 ou início de 2024 (dependendo da referência exata). O pico intradiário chegou a valores próximos ou acima de US$ 94 em alguns momentos, antes de estabilizar em torno de US$ 92-93 por barril no fechamento.
- O WTI (West Texas Intermediate), benchmark americano, ultrapassou US$ 90, com ganhos semanais recordes de até 35% para o contrato futuro, o maior desde 1983.A disparada é atribuída diretamente à guerra no Oriente Médio, que entrou em sua segunda semana com ataques diretos iranianos contra instalações e navios no Golfo, incluindo bombardeios a rebocadores de assistência e interrupções em terminais de exportação.
- O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20-30% do petróleo comercializado globalmente, registra tráfego naval próximo de zero, com centenas de petroleiros ancorados ou desviados para rotas alternativas via Mar Vermelho, o que eleva custos logísticos e prêmios de risco.Analistas citados pela Bloomberg destacam que o mercado está precificando não apenas o risco geopolítico imediato, mas a possibilidade de interrupções prolongadas no suprimento. O ministro de Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, alertou que os preços poderiam alcançar US$ 150 por barril se o bloqueio persistir por semanas, com impactos catastróficos na economia global. Goldman Sachs e outros bancos de investimento consideram cenários em que o Brent ultrapasse US$ 100 como "possíveis" em caso de fechamento sustentado do estreito.
- O salto semanal do Brent supera 28%, o maior desde abril de 2020, refletindo o pânico no mercado de energia. Grandes operadoras de navios-tanque suspenderam trânsitos, seguros de risco de guerra explodiram e preocupações com inflação energética crescem, especialmente nos EUA e Europa, onde os preços da gasolina já registram altas expressivas.Apesar da alta, alguns analistas acreditam que o pico pode ser temporário se houver desescalada rápida ou intervenção militar para reabrir rotas. No entanto, com declarações de líderes como o presidente Trump exigindo rendição incondicional do Irã, o sentimento permanece extremamente volátil. Mercados acionários globais caíram em reação, com temores de recessão induzida por energia cara.
Qual é sua reação?