Trump reúne líderes latino-americanos em cúpula neste sábado (7) e exclui Lula; nasce o 'Escudo das Américas'

Donald Trump realiza cúpula com presidentes e líderes da América Latina neste sábado (7) para lançar o 'Escudo das Américas', nova aliança focada em segurança, comércio e contenção de influência chinesa e iraniana na região. Brasil de Lula não foi convidado, destacando tensão diplomática. Saiba quem participa e os objetivos no K13 News.

Março 6, 2026 - 18:46
Março 6, 2026 - 18:53
Trump reúne líderes latino-americanos em cúpula neste sábado (7) e exclui Lula; nasce o 'Escudo das Américas'
by Reuters
Trump reúne líderes latino-americanos em cúpula neste sábado (7) e exclui Lula; nasce o 'Escudo das Américas'
Por Redator-Chefe K13 News – 06 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convoca para este sábado (7) uma cúpula de alto nível com líderes de diversos países da América Latina para o lançamento oficial do “Escudo das Américas” — nova iniciativa do governo republicano focada em segurança hemisférica, comércio preferencial e contenção da influência chinesa e iraniana na região. A reunião ocorrerá em Miami, Flórida, e não contará com a presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que não recebeu convite oficial.De acordo com fontes da Casa Branca e do Departamento de Estado, confirmadas por veículos como Fox News e Reuters, participam da cúpula presidentes e representantes de alto escalão de pelo menos oito nações: Argentina (Javier Milei), Colômbia, Chile, Paraguai, Uruguai, Equador, Peru, Guatemala e Panamá. O México enviará o chanceler, mas o presidente Andrés Manuel López Obrador (ou seu sucessor, dependendo da transição) ainda avalia participação pessoal.O “Escudo das Américas” será apresentado como uma aliança estratégica que inclui:
  • Acordos de comércio bilateral com redução de tarifas para produtos agrícolas e manufaturados;
  • Cooperação em segurança fronteiriça e combate ao narcotráfico;
  • Investimentos conjuntos em infraestrutura energética para reduzir dependência de fornecedores externos (especialmente China);
  • Mecanismos de coordenação contra “influências malignas” — termo usado pela administração Trump para se referir à expansão chinesa em portos e mineração, além de supostas tentativas iranianas de estabelecer bases ou redes na América do Sul.
A exclusão explícita do Brasil — maior economia e potência militar da região — marca um novo capítulo de tensão diplomática entre Washington e Brasília. Fontes próximas ao governo Lula afirmam que o não convite foi interpretado como “retaliação política” após posições brasileiras críticas à escalada militar no Oriente Médio e ao apoio americano a Israel. O Itamaraty limitou-se a dizer que “o Brasil mantém relações equilibradas com todos os parceiros do hemisfério” e que “não participa de iniciativas excludentes”.Analistas veem a cúpula como tentativa de Trump de construir uma coalizão anti-China na América Latina, semelhante ao que fez com o “Quad” na Ásia-Pacífico. A ausência do Brasil, porém, enfraquece o alcance regional da iniciativa, já que o país responde por cerca de 40% do PIB latino-americano.O K13 News acompanha a cúpula em tempo real: quem participa, quais acordos serão assinados e como a exclusão de Lula pode redefinir alianças no continente.Compartilhe esta reportagem e comente: a exclusão do Brasil fortalece ou enfraquece o 'Escudo das Américas'?K13 News – Geopolítica em movimento: alianças que dividem as Américas.

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