Conflitos no Oriente Médio impulsionam alta recorde no preço do ouro e ativos de refúgio

O ouro ultrapassou US$ 5.400 por onça em negociações recentes, registrando ganhos de mais de 2% a 3% em um único dia, impulsionado pela busca por ativos de proteção em resposta à escalada de tensões militares no Oriente Médio. Outros refúgios, como a prata, também apresentaram variações positivas, refletindo incerteza geopolítica global.

Março 2, 2026 - 18:15
Março 2, 2026 - 18:19
Conflitos no Oriente Médio impulsionam alta recorde no preço do ouro e ativos de refúgio
foto divulgacao
O ouro à vista registrou alta de cerca de 2% a 3% nesta segunda-feira (2 de março de 2026), alcançando picos intradiários acima de US$ 5.400 por onça-troy — com valores reportados entre US$ 5.390 e US$ 5.419 em diferentes momentos do pregão. Os futuros de ouro nos EUA subiram até 3,1%, aproximando-se de níveis próximos ao recorde histórico de aproximadamente US$ 5.595 registrado em janeiro de 2026.Essa valorização ocorre em um contexto de aumento da demanda por ativos percebidos como seguros diante de incertezas geopolíticas. A escalada recente de confrontos no Oriente Médio, envolvendo ações militares entre Estados Unidos, Israel e Irã — incluindo ataques aéreos e retaliações com mísseis e drones —, gerou preocupações com possíveis interrupções em rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz, e impactos em suprimentos energéticos globais.A prata também apresentou ganhos, embora com maior volatilidade, chegando a superar US$ 95 por onça em alguns momentos, beneficiada tanto pelo papel de refúgio quanto por usos industriais. Outros ativos tradicionalmente vistos como proteção, como títulos soberanos de economias estáveis, atraíram fluxos de capital, enquanto mercados acionários registraram quedas em resposta ao aumento do risco global.O movimento reforça um padrão observado historicamente: em períodos de elevada tensão geopolítica, investidores tendem a realocar recursos para ativos que preservam valor em cenários de instabilidade, independentemente de fatores políticos específicos. O ouro acumula alta expressiva no ano — cerca de 23% a 25% até o momento —, somando-se ao forte desempenho de 2025, apoiado por compras de bancos centrais e preocupações com inflação e políticas monetárias.Analistas de instituições financeiras indicam que a continuidade da alta dependerá da evolução do conflito: em cenários de prolongamento das tensões, projeções apontam para patamares entre US$ 6.000 e US$ 6.300 por onça até o final de 2026; já uma eventual desescalada poderia levar a correções de curto prazo.

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