Von der Leyen afirma que futuro da Groenlândia cabe apenas à Dinamarca e aos groenlandeses

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que somente o povo da Dinamarca e da Groenlândia tem o direito de decidir sobre o futuro da ilha, em resposta à crescente pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela anexação do território. A declaração ocorre no mesmo dia de uma reunião entre autoridades dinamarquesas e americanas em Washington.

Janeiro 14, 2026 - 15:24
Janeiro 14, 2026 - 15:26
Von der Leyen afirma que futuro da Groenlândia cabe apenas à Dinamarca e aos groenlandeses
El Imparcial

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira que apenas o povo da Dinamarca e da Groenlândia pode decidir sobre o futuro da ilha, rechaçando qualquer tentativa externa de interferência sobre o território estratégico do Ártico.

A declaração foi feita em meio à intensificação da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender publicamente a anexação da Groenlândia pelos EUA. Trump chegou a afirmar que Washington “terá a ilha, do jeito fácil ou do jeito difícil”, declaração que gerou forte repercussão internacional.

“O futuro da Groenlândia deve ser determinado exclusivamente por seus habitantes e pelo Reino da Dinamarca, em pleno respeito ao direito internacional e à soberania”, disse von der Leyen, sinalizando apoio institucional da União Europeia a Copenhague.

Reunião em Washington

As declarações ocorrem no mesmo dia em que representantes do governo dinamarquês se reúnem com autoridades do governo americano em Washington, em um encontro considerado sensível diante do tom adotado por Trump nas últimas semanas.

Embora a pauta oficial da reunião inclua cooperação em defesa, clima e segurança no Ártico, analistas afirmam que a questão da Groenlândia deve dominar as conversas, especialmente após as recentes falas do presidente norte-americano.

Importância estratégica

A Groenlândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, possui importância geopolítica crescente, tanto por sua posição estratégica no Ártico quanto por seus recursos naturais e pelo impacto das mudanças climáticas na região.

Autoridades europeias alertam que qualquer tentativa de anexação forçada representaria uma violação grave da ordem internacional, além de elevar tensões entre Estados Unidos, Europa e aliados da OTAN.

Até o momento, o governo americano não recuou oficialmente das declarações de Trump, enquanto a Dinamarca reiterou que a ilha não está à venda e que seu status político é uma decisão exclusiva de seus povos.

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