Israel critica Macron por considerar reconhecer a Palestina: "Seria uma recompensa pelo terrorismo."
Israel rejeita veementemente o anúncio do presidente francês Emmanuel Macron sobre o possível reconhecimento do Estado palestino, chamando-o de "recompensa pelo terrorismo" após os ataques do Hamas.

O governo israelense reagiu fortemente ao anúncio do presidente francês Emmanuel Macron de que seu país não descartaria reconhecer oficialmente o Estado palestino como parte de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. As declarações do presidente francês, feitas em um fórum internacional em Paris, foram recebidas com uma mistura de preocupação e indignação em Jerusalém.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou na quinta-feira que "o reconhecimento unilateral de um estado palestino fictício, sem garantias de paz ou segurança para Israel, seria uma recompensa ao terrorismo", em uma clara alusão aos ataques do Hamas que ocorreram nos últimos meses.
De Tel Aviv, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou certos líderes europeus de ignorar os riscos de fortalecer as estruturas políticas palestinas sem primeiro exigir o desarmamento de grupos terroristas e garantias de reconhecimento do Estado de Israel.
Macron, por sua vez, justificou sua posição como uma tentativa de "revitalizar o processo de paz" e pressionar ambos os lados para uma solução duradoura. A França se junta a outras vozes na União Europeia que consideram medidas semelhantes, especialmente devido à intensificação dos combates em Gaza e à pressão internacional por uma trégua.
As tensões diplomáticas entre Paris e Jerusalém podem aumentar se a França agir nessa direção, algo que Israel considera uma "legitimação da violência" em meio a um dos capítulos mais delicados do conflito israelense-palestino em anos.
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