Apagão de internet imposto pelo governo do Irã já dura mais de 40 dias e deixa população sem comunicação em meio à guerra.

O bloqueio quase total da internet no Irã, imposto pelo governo desde o início da guerra, completa uma semana nesta segunda-feira (8). Milhões de iranianos enfrentam isolamento total, dificuldade para contatar familiares e acesso limitado a informações. Medida é vista como tentativa de controle narrativo e repressão interna. Saiba os impactos no K13 News.

Março 8, 2026 - 16:21
Março 8, 2026 - 18:17
Apagão de internet imposto pelo Irã completa uma semana e deixa população sem internet em meio à guerra
Por Redator-Chefe K13 News – 08 de março de 2026
O bloqueio quase total da internet no Irã, imposto pelo governo desde o início da guerra com Israel e EUA, completa uma semana nesta segunda-feira (8). A medida drástica, que restringe o acesso à rede mundial e limita comunicações a aplicativos internos controlados pelo Estado, afeta milhões de iranianos que enfrentam isolamento total, dificuldade extrema para contatar familiares e acesso quase nulo a informações independentes sobre o conflito.

Desde o primeiro dia dos bombardeios intensos (Operação Epic Fury), o regime iraniano ativou o “National Information Network” (NIN) — uma intranet nacional — e cortou deliberadamente as conexões internacionais. Relatos de cidadãos em Teerã, Isfahan e outras cidades descrevem um cotidiano de “silêncio digital”: WhatsApp, Instagram, Telegram (versão global), YouTube e sites de notícias estrangeiros estão inacessíveis sem VPNs (que também foram bloqueados ou tornam-se instáveis). “Parece que voltamos 20 anos no tempo. Não sabemos se nossos parentes estão vivos, não vemos vídeos dos ataques, só ouvimos o que o governo quer que ouçamos”, relatou uma moradora de Teerã à BBC Persa por ligação telefônica internacional.O objetivo declarado pelo governo é “proteger a segurança nacional e evitar disseminação de informações falsas e pânico”. Na prática, especialistas em direitos digitais e ONGs como Access Now e NetBlocks classificam o apagão como “censura em massa” e “ferramenta de repressão interna”. O bloqueio dificulta a documentação de bombardeios, denúncias de abusos e organização de protestos, enquanto permite ao regime controlar a narrativa oficial via canais estatais.Impactos relatados pela população:
  • Dificuldade para pedir ajuda ou resgate durante ataques;
  • Isolamento de famílias separadas (muitos iranianos têm parentes no exterior);
  • Impossibilidade de acessar serviços bancários online ou pagamentos digitais;
  • Aumento do medo e da desinformação, com rumores circulando apenas por boca a boca;
  • Sobrecarga das linhas telefônicas fixas e móveis, que também apresentam instabilidade.
A ONU e organizações de direitos humanos pediram o fim imediato do bloqueio, classificando-o como violação ao direito à informação e à liberdade de expressão. O Irã responde que “medidas temporárias são necessárias em estado de guerra”.

Enquanto Teerã permanece sob bombardeios quase diários — com relatos de “dia virando noite” devido à fumaça densa —, o apagão digital agrava o sofrimento de uma população já traumatizada.O K13 News acompanha a situação: no 8º dia da guerra, o Irã não enfrenta apenas ataques externos, mas também um blackout interno que isola seu povo do mundo.Compartilhe esta reportagem e comente: você acha que o apagão de internet ajuda o regime iraniano a sobreviver à guerra ou só aumenta o desespero da população?K13 News – Quando o regime apaga a internet: Teerã no escuro, dentro e fora da guerra.

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