Washington D.C. / Caracas – A administração do presidente Donald Trump anunciou um acordo histórico com a Venezuela para facilitar a compra e venda de ouro venezuelano no mercado dos Estados Unidos.
O pacto, descrito pelo próprio Trump como "Acordo do Ouro com Venezuela", permite que a empresa estatal Minerven exporte ouro para compradores americanos, com uma licença emitida pelo Departamento do Tesouro dos EUA autorizando transações previamente restringidas por sanções.O acordo foi fechado após a visita do secretário do Interior, Doug Burgum, a Caracas na semana de 2 a 6 de março de 2026, onde se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez e representantes de mais de duas dezenas de empresas americanas de mineração e minerais. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de investimento e cooperação em recursos naturais, com ênfase em ouro e minerais críticos.
De acordo com fontes oficiais e relatórios alinhados ao governo americano, a Minerven comprometeu-se a fornecer entre 650 e 1.000 quilogramas de barras de ouro doré (Gold Dore) à tradings de commodities Trafigura, que atuará como intermediária para direcionar o metal a refinarias nos Estados Unidos. O valor estimado do negócio pode superar US$ 150 milhões, dependendo do preço do ouro no mercado internacional.
O presidente Trump confirmou o acordo em discurso na Cumbre do Escudo das Américas, em Miami, no dia 7 de março de 2026: "Acabamos de alcançar um acordo histórico sobre o ouro. Se chama Acordo do Ouro com Venezuela, que permitirá a nossos dois países colaborar para facilitar a venda de ouro e outros minerais venezuelanos". Ele destacou que o reconhecimento formal ao governo interino de Delcy Rodríguez e o restabelecimento de relações diplomáticas (anunciado em 5 de março) pavimentaram o caminho para essa cooperação.A licença do Office of Foreign Assets Control (OFAC), publicada em 6 de março de 2026, autoriza exportação, transporte, venda e importação de ouro de origem venezuelana para os EUA, com salvaguardas como contratos regidos pela lei americana, pagamentos em contas controladas pelos EUA e proibição explícita de transações com Irã, Coreia do Norte, Rússia, China ou Cuba.O governo venezuelano, por meio de comunicados oficiais e declarações de Delcy Rodríguez, expressou satisfação com o avanço, vendo-o como passo para a recuperação econômica e geração de receitas em benefício da população.
Fontes governamentais americanas enfatizam que o acordo visa contrabalançar a influência chinesa em minerais críticos na região e promover estabilidade e reconciliação política na Venezuela, após eventos recentes incluindo a captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026.
O K13 News reporta com base em declarações oficiais da Casa Branca, Departamento do Tesouro dos EUA, Departamento do Interior e portais governamentais, priorizando neutralidade e verificação independente. O acordo representa uma virada significativa nas relações bilaterais, com implicações para o setor mineral e a economia venezuelana em meio à transição política.