Sob ameaça de Trump, Dinamarca anuncia reforço militar na Groenlândia e eleva tensão no Ártico
Em resposta a declarações e ameaças do ex-presidente Donald Trump sobre a tomada da Groenlândia, a Dinamarca anunciou o aumento da presença militar na ilha estratégica do Ártico. O envio de tropas já teria começado, segundo a imprensa dinamarquesa, enquanto autoridades dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia se reúnem para discutir o futuro da região.
Sob ameaça de Trump, Dinamarca anuncia reforço militar na Groenlândia e eleva tensão no Ártico
A Dinamarca anunciou nesta semana que irá aumentar significativamente sua presença militar na Groenlândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, em meio a ameaças e declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a ideia de assumir o controle da ilha estratégica no Ártico.
Em comunicado à agência AFP, o governo dinamarquês confirmou a existência de planos concretos para reforçar as forças de segurança na região, citando a necessidade de proteger a soberania territorial e garantir a estabilidade em um cenário geopolítico cada vez mais volátil. De acordo com a mídia local, o envio de tropas e equipamentos militares já teria sido iniciado, embora detalhes operacionais não tenham sido oficialmente divulgados.
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, possui enorme importância estratégica devido à sua localização no Ártico, região que vem ganhando destaque global em razão do degelo, da abertura de novas rotas marítimas e do acesso a recursos naturais valiosos, como minerais raros e reservas energéticas.
As tensões aumentaram após Trump voltar a afirmar, em declarações recentes, que os Estados Unidos deveriam “assumir o controle” da Groenlândia, retomando um discurso que já havia causado indignação internacional durante seu mandato. À época, a proposta foi prontamente rejeitada por Copenhague e pelas autoridades groenlandesas, que classificaram a ideia como “absurda”.
Nesta quarta-feira (14), autoridades dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia se reúnem para discutir a situação, em um encontro considerado decisivo para conter a escalada diplomática e reafirmar compromissos de cooperação e respeito à soberania territorial. Fontes diplomáticas indicam que o objetivo é evitar que as declarações políticas se convertam em uma crise militar aberta no Ártico.
Analistas internacionais avaliam que o reforço militar dinamarquês envia um sinal claro de dissuasão, não apenas aos Estados Unidos, mas também a outras potências globais que ampliam sua presença na região, como Rússia e China. O Ártico, antes visto como uma zona de cooperação científica, tornou-se um novo tabuleiro estratégico de disputas globais.
Para a Groenlândia, o episódio reacende debates internos sobre autonomia, segurança e o papel da ilha no cenário internacional. Enquanto isso, o aumento da presença militar eleva o alerta entre aliados da OTAN e reforça a percepção de que o Ártico está deixando de ser uma fronteira distante para se tornar um dos principais focos de tensão geopolítica do século XXI.
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