EUA avisam América Latina: nova estratégia de Defesa ameaça ação militar contra países que “não colaborarem” com combate ao narcotráfico e influência de rivais

A nova Estratégia Nacional de Defesa dos Estados Unidos divulgada pelo Departamento de Guerra prevê que Washington poderá empregar força militar contra países do Hemisfério Ocidental que não cooperarem no combate ao narcotráfico ou na contenção da influência de China e Rússia. O documento, que cita inclusive operações passadas como exemplo, reacende debates sobre soberania, hegemonia e segurança regional.

Janeiro 27, 2026 - 12:03
Janeiro 27, 2026 - 12:22
EUA avisam América Latina: nova estratégia de Defesa ameaça ação militar contra países que “não colaborarem” com combate ao narcotráfico e influência de rivais
by Reuters

Os Estados Unidos oficializaram uma mudança significante na sua política de defesa estratégica que pode alterar profundamente a dinâmica de segurança no Hemisfério Ocidental. Na última sexta-feira, o Departamento de Guerra dos EUA publicou uma nova Estratégia Nacional de Defesa, documento que delineia objetivos militares e de segurança para os próximos anos e que tem provocado reações em governos e círculos diplomáticos da América Latina e Caribe.

O texto oficial assinala que Washington continuará a buscar cooperação com países vizinhos “na base da boa-fé”, mas também deixa claro que poderá recorrer ao uso de força militar contra governos que não colaborarem com seus objetivos estratégicos, especialmente no que diz respeito ao combate ao narcotráfico e à contenção da influência de potências consideradas rivais, como China e Rússia.

Uma política de segurança com tom assertivo e global

De acordo com especialistas ouvidos pela imprensa, a estratégia representa um reposicionamento de prioridades que coloca firmemente o Hemisfério Ocidental no centro da agenda de segurança dos EUA — segundo o documento, “do Ártico à América do Sul”. A ambição declarada é assegurar supremacia militar e comercial em toda a região.

Países e blocos sul-americanos já sinalizaram preocupações. Críticos afirmam que a retórica de “cooperação ou consequência” sugere um retorno a práticas intervencionistas, embora o texto oficial afirme que o entendimento mútuo e o respeito à soberania alheia continuam sendo objetivos centrais.

Narcotráfico, rivalidade global e soberania regional

O combate ao narcotráfico — historicamente uma das prioridades dos EUA na região — ganha agora um simbolismo ampliado. Sob a nova estratégia, deixar de colaborar efetivamente com operações conjuntas pode ser interpretado como obstrução aos interesses de segurança americana. Analistas ponderam que isso pode aumentar a pressão sobre governos da América Central e do Caribe que já enfrentam desafios internos na luta contra redes criminosas.

Ainda no documento, operações passadas, como a ação militar em Caracas que resultou na deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, são citadas como exemplos de medidas que os Estados Unidos podem empregar em contextos futuros, se julgarem necessário proteger seus interesses estratégicos.

Influência de China e Rússia no contexto hemisférico

Outro ponto de destaque na estratégia é a ênfase em barrar a crescente influência geopolítica de China e Rússia no Hemisfério Ocidental — uma prioridade que ganhou novo vigor no texto oficial. Washington parece preocupado com iniciativas econômicas, de infraestrutura e parcerias estratégicas que Pequim e Moscou estabeleceram em países latino-americanos nos últimos anos.

A abordagem americana combina, portanto, a promessa de apoio e cooperação com uma retórica mais firme contra qualquer atuação que venha a ser percebida como prejuízo às prioridades estratégicas dos EUA.No entanto isso pode ser um ponto muito negativo pois mostra que os Estados Unidos está enfraquecendo seu poder de competitividade e está apelando para a força bruta suas relacoes com antigos parceiros da america do sul o que a largo prazo poderá ter poucos amigos em solo sul americano ficar e a medida que enfraquece seu poderio competitivo pèrde espaço para paises competidores que serao muito bem vindos pois nao estao usando de forca politica nem militar mais sim de diplomacia e estratégia.

Reações e possíveis impactos

Organizações de direitos humanos, diplomatas e analistas internacionais têm alertado para os riscos de um discurso que associa falta de cooperação com ameaça militar. Para críticos, isso pode tensionar relações diplomáticas e incentivar uma nova onda de conflito geopolítico no continente.

Por outro lado, representantes em Washington afirmam que a estratégia visa simplesmente reafirmar o compromisso americano com a segurança regional, ao mesmo tempo em que exige maior participação e responsabilidade dos países vizinhos no enfrentamento de desafios transnacionais como o narcotráfico.

Há de se considerar como ponto negativo a influencia sob coerçao e ameaças o que no futuro certamente trará graves consequencias como perda de mercados que agora sao obrigados a aceitar suas imposiçoes politicas e geopoliticas. Estamos infelizmente vendo uma perda de poder americano frente ao novo mundo que que usa a força quando percebe que sua diplomacia nao traz resultados positivos, para um pais que representava o elo e modelo de democracia está se perdendo aos poucos e ainda que demore parece que sua hegemonia esta chegando ao fim.

O que esperar nos próximos meses

A divulgação oficial do documento marca apenas o início de um processo que deve incluir reuniões bilaterais, consultas regionais e debates em fóruns multilaterais sobre segurança continental. Países latino-americanos estarão atentos à implementação prática da estratégia, especialmente em áreas sensíveis como cooperação militar, soberania territorial e políticas antidrogas.

Especialistas apontam que a forma como Washington dialogará com seus vizinhos nos próximos meses será determinante para evitar escalada de tensões e garantir que a nova agenda de Defesa não se traduza em confrontos diplomáticos ou militares no Hemisfério Ocidental.

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