EUA Avaliam Ação Militar. Trump disse "Bombardeios vão começar muito em breve na América Latina"

Em reuniao na casa branca, o presidente dos Estados Unidos sugeriu que operações militares direcionadas contra redes transnacionais de narcotráfico na América Latina podem ser autorizadas a qualquer momento. A fala aumenta a tensão diplomática e reacende debates sobre soberania, segurança e influência geopolítica no hemisfério.

Dezembro 3, 2025 - 14:41
Dezembro 3, 2025 - 14:44
EUA Avaliam Ação Militar. Trump disse "Bombardeios vão começar muito em breve na América Latina"
by Pete Marovich/Getty Images/AFP

Em um pronunciamento que gerou apreensão na america latina, o presidente dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que Washington “está pronta para autorizar operações militares terrestres de precisão na América Latina” com o objetivo declarado de desarticular redes ligadas ao narcotráfico. A declaração, feita durante uma reunião ampliada com membros do gabinete de segurança, intensificou a preocupação sobre uma possível escalada de tensões no hemisfério.

Embora não tenha citado países específicos, o presidente sinalizou que “qualquer nação cuja estrutura estatal esteja contaminada por organizações criminosas transnacionais deve esperar respostas firmes”. A fala foi interpretada por analistas como uma referência indireta a governos da região que mantêm relações frágeis com Washington e são frequentemente acusados de permissividade ou conivência com cartéis internacionais.

Especialistas em relações exteriores consideram que o tom adotado pelo presidente representa um salto retórico incomum, mesmo dentro da política historicamente agressiva dos EUA contra o narcotráfico. Segundo fontes do Departamento de Defesa, ouvidas sob condição de anonimato, o Pentágono já estaria discutindo cenários de “operações rápidas”, envolvendo drones, forças especiais e apoio logístico marítimo no Caribe e no Pacífico.

Governos latino-americanos reagiram imediatamente. Chancelarias de ao menos cinco países emitiram notas ressaltando que qualquer ação militar estrangeira realizada sem autorização seria tratada como violação direta de soberania. Em fóruns regionais, diplomatas classificaram a ameaça como “inaceitável” e alertaram que medidas desse tipo poderiam desestabilizar ainda mais uma região já marcada por tensões políticas internas.

Organizações de direitos humanos também criticaram o discurso. Grupos afirmam que intervenções unilaterais podem agravar conflitos locais, deslocar populações e fragilizar instituições democráticas. Para eles, a prioridade deveria ser o fortalecimento de acordos multilaterais de combate ao tráfico, e não ações militares.

Apesar das reações negativas, a administração norte-americana manteve o tom. Integrantes da Casa Branca disseram à imprensa que o governo “não descartará nenhuma ferramenta necessária para proteger a população”. A declaração sinaliza que Washington pretende continuar pressionando governos considerados alinhados a grupos criminosos.

Enquanto isso, mercados financeiros reagiram com volatilidade e analistas acompanham de perto os desdobramentos. Caso a escalada retórica se transforme em ação concreta, a América Latina poderá se tornar novamente palco de disputas geopolíticas que lembram períodos mais turbulentos da Guerra Fria — mas agora impulsionadas por um novo fator: o poder transnacional do crime organizado.

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