Explosão em navio cargueiro causa pânico e mobiliza megaoperação no porto de Los Angeles
Um incêndio de grandes proporções atingiu o cargueiro 1 Henry Hudson no porto de Los Angeles e provocou uma explosão que espalhou chamas por diversos contêineres do terminal. Mais de 120 bombeiros atuam na operação. Não há feridos, e todos os 23 tripulantes foram resgatados.
Explosão em navio cargueiro provoca caos e mobiliza mais de 120 bombeiros no porto de Los Angeles
Um incêndio de grandes proporções seguido de uma explosão violenta atingiu o porto de Los Angeles, na Califórnia, na noite desta sexta-feira (21), provocando correria, alerta máximo nas autoridades e uma das maiores operações de emergência marítima registradas este ano nos Estados Unidos. O episódio ocorreu a bordo do gigantesco navio cargueiro 1 Henry Hudson, de 335 metros de comprimento, que estava atracado e prestes a iniciar uma nova etapa de descarga.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais e pela CBS News, o fogo teve início por volta das 18h30 no horário local (23h30 em Brasília) no interior da embarcação. A fumaça tomou rapidamente o convés principal, obrigando as equipes do porto a emitir alerta de evacuação e isolar áreas adjacentes. Cerca de uma hora e meia depois, uma explosão repentina sacudiu o terminal, gerando uma onda de choque sentida a centenas de metros de distância.
Chamas tomam contêineres e ameaçam se espalhar
A explosão — cuja causa ainda está sob investigação — fez com que o incêndio se alastrasse para vários contêineres empilhados na área do terminal. As chamas, visíveis a quilômetros de distância, obrigaram mais de 120 bombeiros a entrar em ação em uma operação complexa, envolvendo brigadas terrestres, embarcações de combate a incêndio e drones para monitoramento aéreo.
Apesar do impacto da explosão, a prefeita de Los Angeles confirmou que não há feridos. Todos os 23 tripulantes do 1 Henry Hudson foram resgatados com segurança minutos após a detecção inicial do incêndio.
Navio perde energia após explosão, mas permanece estável
As autoridades portuárias informaram que a explosão no convés central comprometeu o sistema elétrico do cargueiro, deixando equipamentos de guindaste e iluminação fora de operação. Mesmo assim, o navio manteve estabilidade estrutural e não apresentou risco imediato de afundamento, segundo engenheiros marítimos que acompanham a operação.
Especialistas alertam, no entanto, que a interrupção da energia reduz a capacidade de controle de danos e pode complicar o trabalho de contenção caso o fogo volte a ganhar força nas áreas internas da embarcação.
Uma das maiores operações de emergência do ano
Equipes da Guarda Costeira, da prefeitura, do corpo de bombeiros e da administração portuária montaram um centro de comando no local. O objetivo é evitar que o fogo se espalhe para áreas de armazenamento de carga sensível ou inflamável — um risco que, se concretizado, poderia causar um desastre de proporções muito maiores.
O porto de Los Angeles, que é o maior e mais movimentado dos Estados Unidos, ativou seu protocolo de emergência nível 3, mobilizando recursos extras e mantendo navios-tanque afastados da área de risco.
Moradores relatam “tremor” e luz no céu
Moradores de bairros próximos ao porto relataram ter ouvido um estrondo e sentido o chão vibrar no momento da explosão. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram uma bola de fogo erguendo-se do convés, seguida por colunas de fumaça negra que se espalharam rapidamente pelo céu da cidade.
A prefeita de Los Angeles classificou o evento como “grave, mas sob controle”, agradecendo a ação rápida das equipes de emergência e pedindo que moradores evitem a região até nova orientação.
Investigações em andamento
O que causou o incêndio ainda é desconhecido. Peritos avaliam a possibilidade de curto-circuito em equipamentos internos ou superaquecimento de carga sensível. O volume de contêineres atingidos e o tipo de material armazenado neles será fundamental para determinar os próximos passos da investigação.
Enquanto isso, parte do porto permanece interditada, e autoridades alertam que atrasos logísticos podem ocorrer ao longo do fim de semana.
Um alerta para a segurança marítima
A explosão reacende debates sobre segurança em portos movimentados e sobre o transporte de cargas perigosas. Em um cenário de crescente pressão logística global, especialistas afirmam que qualquer falha de segurança pode rapidamente escalar para desastres de larga escala.
Por ora, o porto trabalha para conter as chamas restantes, resfriar áreas de risco e garantir que o 1 Henry Hudson permaneça estável. A expectativa é que uma atualização oficial seja divulgada nas próximas horas.
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