Macron afirma que a competição econômica dos EUA busca “subordinar a Europa”
O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou o que descreveu como uma competição econômica agressiva dos Estados Unidos, alertando que ela visa subordinar a Europa. Suas declarações refletem as crescentes tensões entre os aliados transatlânticos em relação a comércio, política industrial e autonomia estratégica.
O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou na quinta-feira que a competição econômica dos Estados Unidos visa cada vez mais subordinar a Europa, classificando essa trajetória como “inaceitável”.
Em um discurso público, Macron argumentou que a Europa enfrenta crescente pressão de seu aliado tradicional, particularmente em áreas como política industrial, tecnologia, defesa e energia, onde as medidas americanas são vistas como favorecendo empresas americanas em detrimento da competitividade europeia.
Apelo por autonomia europeia
Macron reiterou sua posição de longa data de que a União Europeia deve buscar maior autonomia estratégica e econômica, reduzindo a dependência de potências externas e fortalecendo sua própria base industrial.
“A Europa não pode se permitir ser enfraquecida ou marginalizada”, disse Macron, enfatizando a necessidade de concorrência justa em vez da dominância de qualquer ator global isolado.
Contexto de crescentes tensões
Os comentários surgem em meio a divergências contínuas entre Washington e Bruxelas sobre subsídios, tarifas, aquisições de defesa e regulamentações tecnológicas. Líderes europeus expressaram preocupação com o fato de certas políticas americanas, embora apresentadas como medidas econômicas internas, efetivamente afastarem investimentos e produção da Europa.
As declarações de Macron refletem debates mais amplos dentro da UE sobre como equilibrar a cooperação com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, proteger a soberania e os interesses econômicos europeus.
Relações transatlânticas sob tensão
Apesar das críticas, Macron enfatizou que a Europa não busca o confronto com Washington, mas sim uma parceria mais equilibrada baseada no respeito mútuo.
Analistas observam que a declaração destaca uma mudança no discurso europeu, à medida que os líderes enquadram cada vez mais os EUA não apenas como um aliado em segurança, mas também como um concorrente econômico estratégico.
É provável que as declarações alimentem ainda mais o debate dentro das instituições da UE, enquanto a Europa avalia sua posição a longo prazo em uma economia global cada vez mais competitiva.
French President Macron:
Competition from the U.S. aims to subordinate Europe; it is unacceptable.#Macron #trump pic.twitter.com/ButBTejo8Y — K13 News (@K13News) January 20, 2026
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