O silêncio no cemitério foi quebrado por lágrimas, abraços e uma frase que ecoou como um grito de dor em toda a Austrália. Durante o enterro da pequena Matilda, de apenas 10 anos, o pai da menina revelou as últimas palavras da filha momentos após o atentado que transformou um dia de lazer em tragédia na praia de Bondi, em Sydney.
“Está difícil respirar”, disse a criança, segundo o relato emocionado do pai, ao relembrar os instantes de desespero vividos pela família em meio ao caos provocado pelo ataque.
Matilda foi uma das 15 vítimas fatais de um atentado cometido por dois atiradores, que abriram fogo contra frequentadores da praia. As autoridades australianas classificaram o ataque como ato de terrorismo, provocando uma onda de indignação, luto e questionamentos sobre segurança pública no país.
No velório, familiares descreveram Matilda como uma menina alegre, curiosa e cheia de sonhos. “Ela amava o mar, amava correr na areia. Era o lugar onde se sentia mais feliz”, disse a mãe, em depoimento marcado pela dor.
Testemunhas relataram cenas de pânico, correria e tentativas desesperadas de salvar feridos enquanto os disparos ecoavam pela orla, um dos pontos turísticos mais famosos da Austrália.
O atentado abalou profundamente a nação. Líderes políticos, celebridades e cidadãos comuns prestaram homenagens às vítimas, enquanto bandeiras foram colocadas a meio mastro e vigílias com velas se espalharam por diversas cidades.
Enquanto o país tenta entender como uma tragédia dessa magnitude pôde acontecer, a história de Matilda se tornou símbolo da inocência perdida e do impacto devastador da violência. Para os pais, resta a dor irreparável — e a esperança de que a memória da filha ajude a evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento.