Kremlin afirma que Putin recebeu convite de Trump para integrar conselho internacional sobre o futuro de Gaza
O Kremlin declarou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi convidado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a participar de um conselho internacional destinado a administrar a Faixa de Gaza no período de transição pós-guerra. A iniciativa, anunciada recentemente pelo governo Trump, também incluiu convites a outros chefes de Estado.
O Kremlin informou nesta semana que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu um convite formal do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um conselho internacional criado com o objetivo de gerir a Faixa de Gaza no período de transição após o fim do atual conflito. A informação reforça a dimensão global da proposta norte-americana e sinaliza uma tentativa de ampliar o envolvimento de grandes potências na redefinição política e administrativa do território palestino.
De acordo com autoridades russas, o convite faz parte da composição inicial do chamado Conselho de Paz de Gaza, anunciado nos últimos dias pelo governo Trump. A iniciativa pretende reunir líderes internacionais e representantes estratégicos para coordenar ações de reconstrução, segurança e governança temporária em Gaza no cenário pós-guerra, em meio a um dos conflitos mais complexos e prolongados do Oriente Médio.
O plano, ainda em estágio preliminar, prevê que o conselho atue como uma instância política de transição, com foco na estabilização humanitária, na reorganização administrativa e na criação de condições para uma solução política duradoura. Segundo fontes próximas à proposta, a participação de líderes de peso internacional é vista como essencial para conferir legitimidade ao processo e equilibrar interesses regionais e globais.
Além de Putin, outros chefes de Estado foram convidados a integrar o colegiado. Entre eles está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja assessoria confirmou o recebimento do convite, mas informou que ainda não há uma decisão oficial sobre a adesão do país à iniciativa. O Brasil tem buscado se posicionar como ator diplomático relevante no debate sobre o conflito israelense-palestino, defendendo cessar-fogo e soluções multilaterais.
A possível entrada da Rússia no conselho adiciona um elemento sensível ao projeto. Moscou mantém relações históricas com diferentes atores do Oriente Médio e, ao mesmo tempo, vive um período de forte tensão diplomática com os Estados Unidos e aliados europeus. Analistas avaliam que a presença de Putin poderia tanto fortalecer o caráter multilateral do conselho quanto gerar resistências entre países que veem a Rússia como parte de disputas geopolíticas mais amplas.
Até o momento, o Kremlin não confirmou se Putin aceitará o convite. Em comunicado, o governo russo limitou-se a afirmar que a proposta está sendo analisada e que qualquer decisão levará em conta os interesses estratégicos da Rússia, bem como o respeito ao direito internacional e às resoluções da Organização das Nações Unidas sobre a questão palestina.
Especialistas em relações internacionais destacam que o anúncio do conselho ocorre em um momento de intensas negociações diplomáticas e de pressão internacional por uma solução para Gaza. “A criação desse tipo de instância indica uma tentativa de reorganizar o processo político após o conflito, mas o sucesso dependerá da aceitação regional e da capacidade de coordenação entre potências com agendas muitas vezes divergentes”, avalia um pesquisador do Oriente Médio.
Enquanto isso, a proposta segue gerando repercussão nos bastidores da diplomacia global. A composição final do conselho, bem como seu mandato e grau de autonomia, ainda não foram detalhados oficialmente. O que já está claro, porém, é que a iniciativa recoloca Gaza no centro do tabuleiro geopolítico internacional e evidencia a disputa por influência sobre os rumos do território no pós-guerra.
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