Líder do Talibã rejeita influência ocidental: "Criaremos nossas próprias leis"

O líder do Talibã afirma que o Afeganistão não precisa de leis ocidentais e que o regime estabelecerá sua própria estrutura legal.

Abril 1, 2025 - 07:41
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Líder do Talibã rejeita influência ocidental: "Criaremos nossas próprias leis"

O líder supremo do Talibã, Haibatullah Akhundzada, reafirmou a posição do regime sobre a independência legal do Afeganistão, afirmando que o país "não precisa de leis ocidentais". Em um discurso recente em Cabul, Akhundzada declarou que o governo do Talibã estabelecerá seu próprio sistema legal baseado na lei islâmica Sharia, rejeitando qualquer interferência estrangeira.

"Não precisamos das leis do Ocidente"
Desde que o Talibã retomou o controle do Afeganistão em agosto de 2021, a comunidade internacional tem instado o grupo a respeitar os direitos humanos e modernizar sua estrutura legal. No entanto, Akhundzada foi direto:

"Leis ocidentais não têm lugar no Afeganistão. Não precisamos de interferência de outros países. Seguiremos nossas próprias tradições e criaremos nossa própria estrutura legal baseada no islamismo."

Este anúncio reforça o isolamento do regime, que já restringiu inúmeros direitos e liberdades, especialmente das mulheres, limitando seu acesso à educação e ao trabalho.

O impacto desta decisão
A declaração do líder do Talibã está causando preocupação internacional. Organizações como as Nações Unidas e a Human Rights Watch condenaram o endurecimento das políticas no Afeganistão, alertando que o país corre o risco de se tornar um estado ainda mais repressivo.

Por outro lado, o regime do Talibã ainda carece de reconhecimento diplomático oficial da maioria dos países, o que levou a uma profunda crise econômica e humanitária no Afeganistão.

Reações internacionais
As declarações de Akhundzada foram

com fortes críticas no Ocidente. Governos como os Estados Unidos e a União Europeia reiteraram que qualquer cooperação com o Afeganistão dependerá do respeito aos direitos humanos e da inclusão das mulheres na sociedade.

Enquanto isso, a população afegã continua enfrentando dificuldades extremas, com colapso econômico, escassez de alimentos e restrições sociais que afetam milhões de pessoas.

O que vem a seguir para o Afeganistão?
A posição do regime talibã sugere que ele continuará a fortalecer seu governo sob rígidas normas islâmicas, dificultando qualquer reaproximação com a comunidade internacional. No entanto, a crise humanitária pode forçar o grupo a negociar certas concessões para receber ajuda.

O futuro do Afeganistão continua incerto, mas o que é certo é que o Talibã não tem intenção de ceder à pressão ocidental.

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