RECUO HISTÓRICO: UCRÂNIA DESISTE DE ENTRAR NA OTAN PARA TENTAR ACORDO DE PAZ COM A RÚSSIA
Em uma virada estratégica sem precedentes, o presidente Volodymyr Zelensky anunciou que a Ucrânia está disposta a abrir mão da entrada na Otan como moeda de troca para encerrar a guerra com a Rússia. A decisão histórica vem acompanhada da exigência de garantias firmes de segurança dos Estados Unidos e da Europa, marcando um novo capítulo nas negociações de paz.
KIEV — Após anos de conflito devastador e milhões de vidas impactadas pela guerra, a Ucrânia sinalizou uma mudança dramática de rota no tabuleiro geopolítico global. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o país está disposto a abandonar oficialmente o sonho de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como parte de um possível acordo para pôr fim à guerra com a Rússia.
A declaração representa um recuo histórico, já que a adesão à Otan sempre foi vista como um dos pilares centrais da política externa ucraniana desde o início da invasão russa. Segundo Zelensky, a concessão só será válida se a Ucrânia receber garantias sólidas de segurança por parte dos Estados Unidos e de aliados europeus, capazes de proteger o país de futuras agressões.
“Não podemos trocar um sonho por promessas vazias”, indicou o presidente, deixando claro que Kiev exige compromissos concretos, incluindo apoio militar contínuo, proteção estratégica e respaldo político internacional.
Analistas veem o movimento como uma tentativa ousada de destravar negociações de paz, ao mesmo tempo em que mantém a soberania ucraniana no centro das discussões. A entrada na Otan sempre foi apontada por Moscou como uma linha vermelha, e a retirada dessa ambição pode abrir espaço para um diálogo até então travado.
Ainda assim, a decisão gera divisão interna e internacional. Parte da população teme que a renúncia à Otan enfraqueça o país no longo prazo, enquanto aliados avaliam como estruturar garantias de segurança que substituam o guarda-chuva militar da aliança.
Com o conflito entrando em uma fase decisiva, o anúncio de Zelensky pode representar o primeiro grande passo rumo a um cessar-fogo, ou apenas mais um capítulo tenso em uma guerra que já redefiniu a ordem global.
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