Café sobe nas bolsas internacionais, mas projeção de safra recorde no Brasil segura os ganhos e freia a alta

Contratos de café arábica e robusta fecharam em alta em Nova York e Londres, impulsionados por demanda firme e questões climáticas em outros produtores, mas a expectativa de produção recorde no Brasil para 2026/27 limita os avanços e pressiona os preços no médio prazo. Saiba o que move o mercado no K13 News.

Março 4, 2026 - 22:05
Março 4, 2026 - 22:09
Café sobe nas bolsas internacionais, mas projeção de safra recorde no Brasil segura os ganhos e freia a alta
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Café sobe nas bolsas internacionais, mas projeção de safra recorde no Brasil segura os ganhos e freia a alta.
Por Redator-Chefe K13 News – 04 de março de 2026
Os contratos futuros de café arábica (tipo C) na bolsa ICE de Nova York e de robusta na bolsa de Londres encerraram o pregão desta quarta-feira (4) em terreno positivo. O arábica avançou cerca de 1,8%, cotado próximo de US$ 2,45 por libra-peso, enquanto o robusta ganhou 1,2%, negociado em torno de US$ 4.200 por tonelada. A valorização reflete a combinação de demanda sustentada na Europa e Ásia, preocupações climáticas em produtores secundários (como seca persistente no Vietnã e chuvas irregulares na Colômbia) e cobertura de posições vendidas por fundos especulativos.Apesar do movimento de alta, o avanço foi moderado e perdeu força ao longo do dia. O principal fator limitante continua sendo a expectativa de uma supersafra no Brasil — o maior produtor mundial de café. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e consultorias privadas projetam colheita entre 66 e 70 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2026/27 (início em abril), o que superaria o recorde histórico de 61,6 milhões de sacas registrado em 2020/21.“O Brasil está com condições ideais de clima e renovação de cafezais avançada. Essa oferta abundante esperada a partir do segundo semestre de 2026 pesa sobre os contratos mais distantes e impede que a alta se transforme em rally”, comentou analista da consultoria Safras & Mercado ouvido pela Bloomberg. Os vencimentos de dezembro 2026 e março 2027 já negociam com desconto em relação aos próximos meses, sinalizando que o mercado antecipa pressão baixista no médio prazo.No mercado interno, o dólar forte (acima de R$ 5,80) favorece os exportadores brasileiros, que recebem em moeda estrangeira, mas encarece insumos importados como fertilizantes e defensivos agrícolas. A colheita da safra atual (2025/26) segue em ritmo acelerado, com boa qualidade em grande parte das regiões produtoras, reforçando a visão de oferta global confortável.O K13 News monitora o setor de commodities: mesmo com fundamentos positivos de curto prazo, a perspectiva de produção brasileira recorde segue atuando como âncora para os preços do café, equilibrando otimismo e cautela no mercado.Compartilhe esta reportagem e comente: você acredita que a supersafra brasileira vai derrubar os preços do café nos próximos meses ou fatores climáticos globais vão sustentar a alta?K13 News – Do cafezal à bolsa: o que realmente mexe com o preço da sua xícara.

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