Deslizamento em mina de coltan no Congo mata mais de 200 pessoas, incluindo cerca de 70 crianças; tragédia expõe riscos da mineração artesanal

Um deslizamento de terra causado por fortes chuvas provocou o colapso de várias galerias em minas de coltan em Rubaya, leste da República Democrática do Congo, matando mais de 200 pessoas — incluindo cerca de 70 crianças, mineiros artesanais e mulheres vendedoras. Autoridades rebeldes do M23 confirmam o número; resgates continuam em meio a lama e destroços. Saiba mais sobre a tragédia no K13 News.

Março 4, 2026 - 22:17
Março 4, 2026 - 22:24
Deslizamento em mina de coltan no Congo mata mais de 200 pessoas, incluindo cerca de 70 crianças; tragédia expõe riscos da mineração artesanal
by reuters
Deslizamento em mina de coltan no Congo mata mais de 200 pessoas, incluindo cerca de 70 crianças; tragédia expõe riscos da mineração artesanal.
Por Redator-Chefe K13 News – 04 de março de 2026
Um deslizamento de terra maciço, desencadeado por chuvas intensas, provocou o colapso de várias galerias em minas artesanais de coltan na região de Rubaya, na província de North Kivu, leste da República Democrática do Congo (RDC). Autoridades locais controladas pelo grupo rebelde M23 confirmaram mais de 200 mortes — com estimativas iniciais de 226 a 227 vítimas —, incluindo cerca de 70 crianças, mineiros artesanais, mulheres vendedoras de mercado e moradores próximos.O incidente ocorreu entre 28 e 29 de janeiro de 2026, mas o balanço foi atualizado nos dias seguintes à medida que equipes de resgate escavavam a lama e os escombros. Lumumba Kambere Muyisa, porta-voz do governador rebelde nomeado, relatou à Reuters que "mais de 200 pessoas foram vítimas deste deslizamento, incluindo mineiros, crianças e mulheres do mercado". Cerca de 20 feridos graves foram levados a hospitais em Rubaya e Goma, capital provincial.As minas de Rubaya, controladas pelo M23 (grupo armado apoiado por Ruanda, segundo ONU e governos ocidentais), são um dos maiores centros de extração artesanal de coltan no mundo — mineral essencial para capacitores em smartphones, computadores e eletrônicos. Milhares de mineiros informais trabalham em condições precárias: túneis mal escorados, sem equipamentos de segurança e com presença frequente de crianças e mulheres em tarefas auxiliares ou de comércio.Organizações humanitárias como World Vision destacaram o drama das crianças: "Cerca de 70 delas estão entre os mortos, embora números exatos ainda sejam confirmados". A tragédia reacende debates sobre trabalho infantil na mineração de coltan e cobalto no Congo — que fornece mais de 70% do suprimento mundial desses minerais críticos para a transição energética e tecnologia.O governo central em Kinshasa, que não controla a área desde 2024, condenou o incidente e prometeu investigações, mas o acesso é limitado pelo conflito armado. Rebeldes do M23 anunciaram esforços de resgate locais, mas a falta de equipamentos pesados e a chuva contínua dificultam as operações. Muitos corpos ainda permanecem soterrados.A ONU e ONGs internacionais pedem acesso humanitário irrestrito e reforçam a necessidade de regulamentação da mineração artesanal para evitar novas catástrofes. O coltan de Rubaya alimenta cadeias globais de suprimento, levantando questões éticas sobre responsabilidade corporativa em minerais de conflito.O K13 News acompanha o luto e os desdobramentos: tragédias como essa revelam o custo humano escondido atrás da tecnologia cotidiana.Compartilhe esta reportagem e comente: o que mais precisa ser feito para proteger trabalhadores e crianças na mineração artesanal no Congo?K13 News – Vozes das vítimas, alerta para o mundo.

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