Fim de três meses de angústia: corpo de arquiteta desaparecida em Serra Negra é encontrado; ex-namorado confessa o crime

Após três meses de buscas e incertezas, a polícia encontrou o corpo de uma arquiteta desaparecida em Serra Negra. O ex-namorado da vítima foi preso e confessou o assassinato. O caso choca pela reincidência da violência: em 2023, o suspeito já havia sido investigado por tentar matá-la.

Janeiro 27, 2026 - 12:30
Fim de três meses de angústia: corpo de arquiteta desaparecida em Serra Negra é encontrado; ex-namorado confessa o crime
Reproducao redes sociais

O desfecho de um desaparecimento que mobilizou familiares, amigos e autoridades por mais de três meses trouxe à tona um crime de extrema brutalidade. A polícia confirmou nesta semana a localização do corpo da arquiteta desaparecida em Serra Negra, no interior do estado. O ex-namorado da vítima, Euhanan dos Santos Barbosa, de 25 anos, foi preso e confessou o assassinato.

Segundo as investigações, o corpo foi encontrado em uma área afastada, após o avanço das apurações e informações obtidas durante o interrogatório do suspeito. De acordo com a polícia, Euhanan afirmou ter matado a arquiteta com dois disparos de arma de fogo. A perícia foi acionada para realizar os procedimentos técnicos e confirmar oficialmente a identidade da vítima.

O caso causou forte comoção não apenas pela violência do crime, mas pelo histórico de agressões já conhecido pelas autoridades. Em 2023, o mesmo homem havia sido investigado por tentativa de homicídio contra a arquiteta, quando ela foi esfaqueada oito vezes. Na ocasião, a vítima sobreviveu, e o episódio foi registrado como uma grave ocorrência de violência doméstica.

Para os investigadores, a reincidência reforça a tese de feminicídio e levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de proteção concedidas à vítima à época. Especialistas em segurança pública apontam que casos de violência prévia são um dos principais indicadores de risco para desfechos fatais em relacionamentos abusivos.

Durante os três meses de desaparecimento, familiares relataram momentos de desespero e cobraram respostas das autoridades. Campanhas nas redes sociais, buscas voluntárias e apelos públicos marcaram o período de incerteza. A confirmação da morte encerra a espera, mas abre um novo capítulo de dor e indignação.

A polícia informou que o suspeito permanece preso e deve responder por homicídio qualificado, com agravantes relacionados à violência de gênero e à reincidência criminal. O inquérito segue em andamento para esclarecer detalhes como a motivação, a dinâmica do crime e se houve auxílio de terceiros.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres voltaram a cobrar políticas mais eficazes de proteção a vítimas que já denunciaram agressões. “Quando há histórico de tentativa de homicídio, o risco é máximo. Esses casos exigem monitoramento rigoroso”, afirmou uma representante de entidade ouvida pela reportagem.

O caso reacende o debate nacional sobre feminicídio e a necessidade de ações preventivas mais efetivas. Enquanto a Justiça avança na responsabilização do acusado, familiares e amigos da arquiteta pedem que sua história não seja esquecida e que sirva de alerta para evitar novas tragédias.

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