Choque em Washington: Diretor do Fed, Stephen Miran, Abandona Conselho da Casa Branca
Em um movimento inesperado, Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, anunciou sua renúncia ao cargo de conselheiro na Casa Branca. Indicado por Donald Trump no ano passado, Miran estava em licença não remunerada do Conselho de Assessores Econômicos, e sua saída levanta questionamentos sobre tensões internas e prioridades políticas nos bastidores de Washington.
Washington foi surpreendida nesta semana com a notícia de que Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, decidiu renunciar ao cargo de conselheiro na Casa Branca, segundo informações divulgadas por agências de notícias. A saída ocorre menos de um ano após Miran ter sido indicado por Donald Trump para a diretoria do Fed e assumir funções estratégicas no Conselho de Assessores Econômicos (CEA).
Miran estava em licença não remunerada do CEA desde sua indicação, o que, segundo analistas, já apontava para a sobreposição de responsabilidades e possíveis conflitos de interesse. A renúncia levanta dúvidas sobre as prioridades de Miran e sobre o ambiente político e econômico no coração da administração americana.
Especialistas destacam que sua decisão pode refletir pressões internas e divergências políticas, já que o cargo na Casa Branca exige articulação constante entre políticas econômicas e decisões do Fed, instituição responsável por definir rumos da economia nacional. A saída inesperada do diretor ocorre em um momento delicado para a política monetária e fiscal, e reforça a ideia de que Washington está em constante turbulência nos bastidores.
Embora Miran tenha se mantido discreto sobre os motivos exatos da renúncia, fontes próximas indicam que ele pretende focar em suas responsabilidades no Federal Reserve, deixando de lado o papel de conselheiro presidencial. A decisão, segundo analistas, é vista como estratégica, evitando conflitos entre decisões de política monetária e pressões políticas diretas.
A renúncia também reacende discussões sobre o perfil de conselheiros econômicos indicados por Trump, muitos dos quais enfrentaram críticas e dúvidas sobre alinhamento entre a Casa Branca e a independência do Fed. Com sua saída, Miran deixa um vácuo de expertise em política econômica que deverá ser rapidamente debatido entre legisladores e especialistas em Washington.
Enquanto a Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente, a notícia já gera especulações sobre quem poderá assumir o papel deixado por Miran, e como sua saída afetará futuras decisões econômicas, incluindo políticas de juros, inflação e crescimento nos EUA. Para Miran, a decisão parece clara: concentrar-se no Fed e manter distância de uma Casa Branca cada vez mais politizada.
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