Trump ameaça cortar todo o comércio com a Espanha após Madri negar uso de bases na guerra contra o Irã; crise escalada na OTAN

Donald Trump anunciou que os EUA cortarão "todas as relações comerciais" com a Espanha após o governo de Pedro Sánchez recusar o uso das bases militares de Rota e Morón para operações contra o Irã. Presidente chamou Espanha de "terrível" e disse que os EUA podem usar as bases "se quiserem". Madri reafirma soberania e conformidade com ONU. Impactos econômicos e diplomáticos em foco no K13 News.

Março 3, 2026 - 20:10
Março 3, 2026 - 20:16
Trump ameaça cortar todo o comércio com a Espanha após Madri negar uso de bases na guerra contra o  Irã; crise escalada na OTAN
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Trump ameaça cortar todo o comércio com a Espanha após Madri negar uso de bases para ataques ao Irã; crise escalada na OTAN
Por Redator-Chefe K13 News – 03 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra um aliado da OTAN nesta terça-feira (3). Durante reunião na Casa Branca com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que os EUA vão "cortar todas as relações comerciais" com a Espanha após o governo espanhol recusar o uso das bases militares conjuntas de Rota (Cádiz) e Morón de la Frontera (Sevilha) para missões ligadas aos ataques contra o Irã."A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessent, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. Vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos ter nada a ver com a Espanha", declarou Trump a repórteres. Ele acrescentou que os EUA "podem usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la", em tom que gerou reações imediatas de especialistas em direito internacional.A recusa espanhola foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e pela ministra da Defesa, Margarita Robles: "Rotundamente não, nas bases de Morón e Rota não se prestou nenhum tipo de assistência aos ataques". Madri argumenta que o uso das instalações — de soberania espanhola, mas de operação conjunta sob acordo bilateral e OTAN — só é permitido para ações cobertas pelo tratado da aliança ou pela Carta da ONU. O governo de Pedro Sánchez condenou os bombardeios EUA-Israel como "unilaterais" e "perigosos", distanciando-se de França, Alemanha e Reino Unido, que deram apoio mais explícito.Desde o fim de semana, pelo menos 15 aeronaves americanas (incluindo tanques de reabastecimento KC-135) deixaram as bases espanholas, sendo realocadas para Alemanha e França, segundo dados de rastreamento aéreo (FlightRadar24). A saída reflete a tensão: Espanha se posiciona como o único país europeu a dizer "não" abertamente a Trump nessa operação, reforçando sua postura independente em temas como gastos com defesa na OTAN (abaixo dos 2% do PIB exigidos) e conflitos no Oriente Médio.O comércio bilateral EUA-Espanha supera US$ 40 bilhões anuais, com exportações espanholas incluindo veículos, máquinas e produtos agrícolas. Analistas alertam que um embargo real seria complexo — exigiria ações executivas ou leis específicas —, mas poderia incluir tarifas extras, sanções ou pressão via OTAN. O secretário do Tesouro Scott Bessent confirmou ter recebido a ordem, mas não detalhou implementação imediata.A declaração de Trump ocorre no quarto dia da Operação Epic Fury, com os EUA afirmando ter destruído grande parte do arsenal iraniano. A ameaça à Espanha soma-se a críticas ao premiê britânico Keir Starmer ("não é um Winston Churchill") e reforça a visão de Trump de "aliados que não pagam sua parte".O governo espanhol ainda não respondeu oficialmente à ameaça comercial, mas fontes diplomáticas indicam que Madri buscará apoio da UE para contrapor qualquer medida unilateral. O Itamaraty monitora impactos indiretos no comércio global, especialmente em energia e rotas marítimas.O K13 News acompanha os desdobramentos diplomáticos e econômicos. A crise expõe fissuras na OTAN em meio à guerra no Oriente Médio.Compartilhe esta reportagem e comente: a ameaça de Trump é blefe ou pode virar realidade? Como isso afeta a aliança transatlântica?K13 News – Geopolítica em tempo real, sem alinhamentos.

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