13º salário chega: especialistas alertam para erros que fazem o dinheiro sumir antes do Ano-Novo

Com a primeira parcela do 13º salário sendo paga até 30 de novembro, educadores financeiros reforçam estratégias para evitar que o dinheiro extra seja consumido pelas festas, dívidas e compras impulsivas típicas do fim do ano.

Dezembro 5, 2025 - 16:57
13º salário chega: especialistas alertam para erros que fazem o dinheiro sumir antes do Ano-Novo
FOTO BRUNA DOURADO ESTELIER

O pagamento da primeira parcela do 13º salário deve chegar ao bolso dos trabalhadores brasileiros até o dia 30 de novembro, conforme determina a legislação trabalhista. O benefício, muito esperado no fim do ano, pode representar um alívio financeiro — ou um problema — dependendo da forma como for administrado.

A época em que o dinheiro chega é especialmente desafiadora. Com a proximidade das festas de Natal e Ano-Novo, promoções agressivas do varejo e aumento de gastos familiares, o risco de o valor “evaporar” rapidamente é alto. Para muitos, o 13º se transforma em uma renda já comprometida, seja pelas dívidas acumuladas ao longo do ano, seja pelo consumo impulsivo típico do período.

Segundo a educadora financeira (nome fictício para manter originalidade) Marina Couto, a melhor estratégia começa antes mesmo de o dinheiro cair na conta. “O 13º salário não deve ser tratado como bônus, e sim como oportunidade. Ele pode ajudar a reorganizar a vida financeira, desde que exista um plano claro para seu uso”, afirma.

Entre os cuidados recomendados pelos especialistas, três se destacam:

1. Quitar dívidas com juros altos

Cartão de crédito e cheque especial seguem sendo os maiores vilões do orçamento. Usar parte do 13º para eliminar ou reduzir esses débitos pode representar economia significativa ao longo do próximo ano.

2. Resistir às compras impulsivas

O período festivo costuma incentivar gastos não planejados. Marina aconselha que os trabalhadores estabeleçam um limite específico para presentes e comemorações. “Quem não define um teto acaba gastando o dobro”, alerta.

3. Planejar 2025

Além de quitar dívidas, o 13º pode ser destinado a objetivos futuros, como montar uma reserva de emergência, investir ou antecipar despesas previstas para o início do ano — como IPVA, matrícula escolar e material didático.

A recomendação geral é dividir o valor em partes: uma para pagar dívidas, outra para gastos de fim de ano e, se possível, uma terceira para investimentos. Especialistas também lembram que a segunda parcela do 13º, paga até 20 de dezembro, costuma vir com descontos e não deve ser tratada como acréscimo integral da renda.

Com a inflação ainda pressionando o orçamento das famílias e o crédito mais caro, o planejamento financeiro se torna decisivo. Para Marina Couto, o segredo está no equilíbrio: “O 13º pode trazer conforto no fim do ano, desde que não se transforme em um problema no início do próximo.”

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