Brasil supera países nórdicos e entra no grupo das nações com mais milionários, aponta relatório bancário

Novo relatório de uma instituição financeira internacional revela que o Brasil já concentra mais milionários do que Suécia e Noruega, destacando o avanço da elite econômica brasileira apesar das desigualdades persistentes.

Dezembro 5, 2025 - 16:45
Brasil supera países nórdicos e entra no grupo das nações com mais milionários, aponta relatório bancário

O Brasil ultrapassou países nórdicos tradicionalmente associados a altos padrões de renda e qualidade de vida e passou a figurar entre as nações com maior número de milionários no mundo. A conclusão faz parte de um novo relatório divulgado por um banco internacional, que analisou a distribuição global de riqueza privada em 2024.

Segundo o documento, o país registrou crescimento consistente no número de indivíduos com patrimônio superior a US$ 1 milhão, superando economias como Suécia e Noruega — referências mundiais em desenvolvimento humano e estabilidade fiscal. O avanço brasileiro ocorre em um cenário de expansão de setores ligados a tecnologia, agronegócio, serviços financeiros e exportação de commodities.

Especialistas apontam que o aumento do número de milionários convive com uma realidade ainda marcada por desigualdades profundas. Enquanto o topo da pirâmide acumula patrimônio em ritmo acelerado, a renda média da população permanece estagnada, e indicadores sociais mostram dificuldade de ascensão para a maioria dos brasileiros.

“A presença crescente de milionários no Brasil não significa necessariamente melhora para o conjunto da sociedade”, explica um economista ouvido pela reportagem. “O país amplia sua elite financeira, mas segue enfrentando desequilíbrio estrutural na distribuição de renda.”

Ainda assim, o relatório destaca que o Brasil consolida seu papel entre as grandes economias emergentes no cenário de riqueza global. O fluxo de investimentos estrangeiros, a valorização de empresas brasileiras em setores estratégicos e o fortalecimento de mercados de capitais contribuíram para o avanço.

A comparação com os países nórdicos chama atenção por evidenciar modelos econômicos distintos: enquanto Suécia e Noruega possuem populações menores e sistemas robustos de bem-estar social, o Brasil, muito mais populoso, exibe dinâmica de concentração financeira acelerada e volatilidade típica de mercados emergentes.

O levantamento também indica que o número de brasileiros de alta renda deve continuar crescendo nos próximos anos, impulsionado pela expansão de startups, aumento da digitalização e fortalecimento de segmentos voltados à exportação.

Apesar disso, o desafio permanece o mesmo: transformar riqueza privada crescente em desenvolvimento

mais amplo e sustentável.

Estados Unidos (23,83 milhões)
China (6,32 milhões)
França (2,89 milhões)
Japão (2,73 milhões)
Alemanha (2,67 milhões)
Reino Unido (2,62 milhões)
Canadá (2,09 milhões)
Austrália (1,9 milhões)
Itália (1,34 milhões)
Coreia do Sul (1,3 milhão)
Holanda (1,26 milhão)
Espanha (1,2 milhão)
Suíça (1,12 milhão)
Índia (917 mil)
Taiwan (759 mil)
Hong Kong (647 mil)
Bélgica (549 mil)
Suécia (490 mil)
Brasil (433 mil)
Rússia (426 mil)

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