Cientistas identificam planeta semelhante a terra e elevam chances de encontrar vida fora do Sistema Solar

Uma equipe internacional de pesquisadores anunciou a descoberta de um exoplaneta com características semelhantes às da Terra e cerca de 50% de probabilidade de ser habitável. Localizado em uma zona favorável à presença de água líquida, o achado reforça as expectativas de que ambientes capazes de sustentar vida possam ser mais comuns no universo do que se imaginava.

Janeiro 30, 2026 - 13:59
Janeiro 30, 2026 - 14:05
Cientistas identificam planeta semelhante a terra e elevam chances de encontrar vida fora do Sistema Solar
Foto: Nasa

Astrônomos deram um passo significativo na busca por vida fora do Sistema Solar ao identificar um exoplaneta com propriedades físicas e orbitais que o colocam entre os candidatos mais promissores já observados. De acordo com estimativas dos pesquisadores, o corpo celeste apresenta aproximadamente 50% de chance de reunir condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície — um dos principais pré-requisitos para a existência de vida como a conhecemos.

O planeta foi detectado a partir da análise detalhada de dados coletados por telescópios espaciais e observatórios terrestres de última geração. As medições indicam que ele possui tamanho e massa comparáveis aos da Terra, além de orbitar sua estrela em uma região conhecida como “zona habitável”, onde as temperaturas permitem que a água permaneça em estado líquido por longos períodos.

Segundo os cientistas envolvidos no estudo, a probabilidade de habitabilidade foi calculada com base em uma combinação de fatores, como distância da estrela, composição atmosférica estimada, intensidade da radiação recebida e características do sistema planetário. Embora ainda não seja possível confirmar a presença de oceanos ou de uma atmosfera estável, os modelos apontam para um cenário consideravelmente favorável.

A descoberta ocorre em um momento de avanço acelerado da astronomia observacional. Nos últimos anos, a identificação de exoplanetas tornou-se mais precisa, permitindo não apenas localizar esses mundos distantes, mas também analisar indícios de sua composição química. Nesse contexto, o novo planeta se destaca por reunir um conjunto raro de características compatíveis com ambientes potencialmente habitáveis.

Especialistas ressaltam, no entanto, que a chance de 50% não representa uma garantia de que o planeta abrigue vida, mas sim uma probabilidade estatística baseada no conhecimento científico atual. “Estamos falando de um candidato extremamente interessante, que merece observação aprofundada”, afirmam os pesquisadores, destacando que futuras missões espaciais poderão fornecer dados mais conclusivos sobre a atmosfera e a superfície do planeta.

A próxima etapa da investigação deverá envolver o uso de telescópios mais sensíveis, capazes de identificar gases como oxigênio, metano ou vapor d’água — possíveis bioassinaturas associadas a processos biológicos. Caso esses elementos sejam detectados, o planeta poderá se tornar um dos alvos prioritários da astrobiologia nas próximas décadas.

A identificação desse novo mundo semelhante à Terra reforça uma das principais hipóteses da ciência moderna: a de que planetas potencialmente habitáveis podem ser relativamente comuns na galáxia. Cada descoberta amplia o horizonte do conhecimento humano e aproxima a ciência de responder a uma das perguntas mais antigas da humanidade — se estamos ou não sozinhos no universo.

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