Irã reforça poderio militar com 1.000 drones e promete resposta “esmagadora” diante de ameaça dos EUA
O Exército do Irã anunciou a incorporação de 1.000 drones ao seu arsenal em meio a uma escalada dramática de tensões com os Estados Unidos. Autoridades iranianas prometeram uma “resposta esmagadora” caso qualquer ataque venha do território americano, em meio a ultimatos e movimentações militares de Washington relacionados ao programa nuclear. Analistas apontam que a região do Oriente Médio vive um dos momentos mais voláteis das últimas décadas.
O Exército do Irã integrou um lote de 1.000 drones ao seu arsenal nesta quinta-feira (29), em meio a um aumento expressivo das tensões com os Estados Unidos e diante de ameaças explícitas de ação militar por parte de Washington caso não haja avanço nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
A medida, anunciada pela agência semioficial Tasnim, faz parte de um pacote de reforços destinados aos diferentes ramos das Forças Armadas iranianas, incluindo unidades terrestres, navais e de defesa aérea. Segundo o comandante-chefe do Exército, Amir Hatami, os drones serão empregados em diversas funções operacionais — desde reconhecimento e guerra eletrônica até ataques a alvos fixos e móveis — em resposta às “ameaças emergentes”.
O reforço ocorre em um contexto de crescente atrito entre Teerã e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao afirmar que uma frota militar significativa está se deslocando ao Oriente Médio e que “o tempo está se esgotando” para que o Irã aceite um acordo nuclear. Trump chegou a sugerir que um ataque americano poderia ser “muito pior” do que operações anteriores, que haviam visado instalações nucleares iranianas.
Em reação direta às pressões externas, o Irã advertiu que qualquer agressão será tratada como o início de uma guerra aberta. Autoridades militares enfatizaram que o novo arsenal de drones — fruto do desenvolvimento local e de lições aprendidas em conflitos recentes da região — amplia a capacidade de defesa e contra-ataque do país.
Além disso, o governo iraniano sinalizou que não se deixará intimidar por ameaças externas, ressaltando que vastas partes do território norte-americano e bases militares estão “ao alcance” de seu arsenal de mísseis, conforme declararam porta-vozes militares à imprensa estatal.
A tensão regional ganhou uma nova dimensão com a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações “terroristas” por parte da União Europeia, um movimento que Teerã considerou um erro estratégico e que pode complicar ainda mais as relações com aliados europeus.
Especialistas em geopolítica alertam que a escalada de retórica e movimentações militares entre as duas potências representa um dos períodos mais perigosos no Oriente Médio em anos recentes, com o risco de conflitos inadvertidos se intensificando rapidamente. A comunidade internacional permanece em alerta, enquanto esforços diplomáticos paralelos tentam evitar um confronto aberto que poderia ter repercussões globais.
Qual é sua reação?