Irã aposta no caos econômico como arma na guerra contra os EUA; ataques a refinarias e ameaça ao Estreito de Ormuz elevam preços globais

No terceiro dia do conflito com EUA e Israel, o Irã intensifica retaliações visando infraestrutura energética de aliados americanos no Oriente Médio, fechando efetivamente o Estreito de Ormuz e provocando alta recorde no petróleo. Estratégia busca gerar pressão econômica global para forçar Trump a recuar. Preços do barril Brent superam US$ 80; impactos chegam ao Brasil com combustíveis mais caros. Acompanhe no K13NEWS

Março 3, 2026 - 14:20
Março 3, 2026 - 15:30
Irã aposta no caos econômico como arma na guerra contra os EUA; ataques a refinarias e ameaça ao Estreito de Ormuz elevam preços globais
Irã aposta no caos econômico como arma na guerra contra os EUA; ataques a refinarias e ameaça ao Estreito de Ormuz elevam preços globais.
Por Redator-Chefe K13 News – 03 de março de 2026.No terceiro dia da escalada militar entre EUA, Israel e Irã, o regime dos aiatolás em Teerã adota uma estratégia clara: transformar o conflito em uma guerra econômica de desgaste. Após os ataques coordenados de Washington e Tel Aviv no último sábado (28/2) — que mataram o líder supremo Ali Khamenei e atingiram instalações nucleares e militares —, o Irã responde mirando não apenas alvos militares, mas a infraestrutura energética de países aliados dos EUA no Golfo Pérsico. o Irã está atacando refinarias, petroleiros e instalações de produção de gás em nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait. A tática visa disseminar o caos econômico regional, paralisar o tráfego aéreo e marítimo, e forçar governos dependentes da estabilidade energética a pressionarem o presidente Donald Trump para uma desescalada.O ponto central dessa ofensiva é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e grande volume de gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo. A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento do estreito e ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessá-lo. Embora o Irã não consiga um bloqueio total sustentado contra uma resposta internacional, o mero risco já zerou praticamente o tráfego de petroleiros, elevou prêmios de seguro marítimo a níveis recordes e fez o barril de petróleo Brent disparar mais de 10%, superando US$ 80-82 em picos nesta segunda-feira (3).Especialistas consultados por veículos como BBC, Bloomberg e G1 apontam que essa abordagem assimétrica — usando drones baratos, mísseis e ameaças assimétricas — busca infligir custos altos aos EUA e aliados sem confronto direto em larga escala. Ataques a bases americanas na região e a instalações de gás no Catar já suspenderam operações parciais, ampliando o pânico nos mercados. Analistas estimam que um bloqueio prolongado (acima de 40 dias) poderia levar o barril a US$ 100-150, gerando inflação global, alta nos combustíveis e recessão em economias dependentes de energia importada.Para Trump, que prometeu "obliterar" o programa nuclear iraniano e proxies terroristas, o cálculo é arriscado: a alta nos preços de energia pode pressionar a economia americana — com projeções de custo total da operação entre US$ 50-210 bilhões —, além de dividir sua base política. No Brasil, o impacto é imediato: dólar em alta, Petrobras reagindo positivamente em bolsa, mas gasolina, diesel e gás de cozinha com reajustes prováveis em dias ou semanas.O Itamaraty monitora sem posicionamento oficial forte, enquanto o conflito entra em fase de imprevisibilidade: o Irã aposta no caos para sobreviver; os EUA, na superioridade aérea para forçar mudança de regime. Negociações via ONU ou canais indiretos são especuladas, mas sem sinais concretos até o momento.O K13 News segue em cobertura minuto a minuto. Fique atento para atualizações sobre mercados, diplomacia e riscos à economia global.Compartilhe esta reportagem e comente: você acredita que o Irã conseguirá forçar uma desescalada com essa estratégia econômica?K13 News – Verdade sem filtros, análise que importa.Esta visao é compartida por analista de varios segmentos jornalisticos no Brasil e no mundo.
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